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Especial Metas - 60 dias depois
26 de Janeiro de 2009

Especial Metas - 60 dias depois

A reconstrução

Não é fácil reconstruir um município com a extensão territorial de Gaspar. Os problemas estruturais só se agravaram após as enchentes de novembro do ano passado. Passados 60 dias da tragédia, a prefeitura tenta recuperar os estragos provocados pelas chuvas que continuam dificultando o trabalho.

O secretário municipal de Obras, Joel Reinert, diz que muito se fez dentro das limitações de maquinário e pessoal da prefeitura. "Todo o maquinário está nas ruas, contamos ainda com quatro empreiteiras custeadas pelo Governo do Estado". A desobstrução dos acessos ainda não foi totalmente concluída. Áreas como a da Rua Vidal Flávio Dias, no Belchior, continuam sem passagem. O trabalho está em andamento para a liberação da via o mais depressa possível. A saída do Arraial para a região dos Baús, em Ilhota, e para a Cascanéia também continua interrompida. "Temos vários acessos secundários que ainda não foram liberados, mas já avançamos muito em outras áreas do Belchior Alto e Gaspar Alto", explica Reinert.

A estrutura é deficitária para a demanda de serviços e a preocupação aumenta na medida em que ficam escassos os recursos financeiros do Estado. Reinert define o trabalho realizado nos últimos 60 dias como de "apagar incêndios", isto é, muitas obras são paliativas. "No futuro vamos retornar para fazer o serviço definitivo", explica.

Ilhota

Não muito diferente de Gaspar é o cenário da região dos Baús, em Ilhota. O secretário de Obras, Valdir da Silva, calcula que 70 quilômetros de estradas foram atingidos pela enxurrada e deslizamentos de terras. As máquinas da prefeitura, de empreiteiras e até uma ONG trabalham para desassorear riachos e ribeirões, desobstruir acessos e recuperar áreas de plantio. A população reclama do ritmo lento dos trabalhos e da falta de informação. Um protesto pacífico, há uma semana, deu a dimensão do clima de apreensão na região. Silva diz que a chuva tem prejudicado os trabalhos, porém, lamenta o protesto que, segundo ele, em nada contribui para a reconstrução das áreas atingidas. "Quem não entende acha fácil", dispara Silva. A posição encontrou eco nas equipes do mutirão, e a Cidasc e uma ONG ameaçaram levar embora as máquinas e os técnicos. Produto da Editora Jornal Metas - Não pode ser vendido separadamente

A situação hoje em Gaspar

Recebido em dinheiro

R$1.025,000,00

para Saúde repassados pelo Estado

R$ 40.626,00

doação até dia 31/12/2008

Recebido em serviços/hora máquina

R$ 1,4milhão

destes 1milhão foi utilizado até dezembro de 2008, ficando R$ 400 mil a partir de janeiro.

Quanto precisa

R$ 200 milhões

O que falta fazer

Recuperação e abertura de ruas, pontes e acessos. Desassoreamento de ribeirões, desentupimento da tubulação de água e esgoto e limpeza de encostas.

Fonte: Prefeitura de Gaspar


Especial Metas - Edição 556
 
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