Nota oficial de Antonio Gavazzoni

22 Maio 2017 16:18:12

O secretário da Fazenda apresentou a Raimundo Colombo, o pedido de exoneração do cargo, para cuidar de sua defesa em função de seu nome ter sido citado em delação da empresa JBS.

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Foto: Divulgação.

O secretário da Fazenda Antonio Gavazzoni apresentou ao governador Raimundo Colombo, nesta segunda-feira, dia 22, o pedido de exoneração do cargo, para cuidar de sua defesa em função de seu nome ter sido citado em delação da empresa JBS. Colombo lamentou a decisão do secretário Gavazzoni em deixar a pasta que comandava desde 2013. “Ele foi uma das pessoas mais brilhantes, mais inteligentes, mais dedicadas do governo”.

Colombo lembrou que Gavazzoni teve participação extraordinária em questões seríssimas do Governo do Estado sempre alcançando resultados positivos. Uma das mais delicadas e que permitiu que o Estado mantivesse o equilíbrio de suas finanças foi a renegociação da dívida com a União. “Santa Catarina liderou a renegociação devido à habilidade de Gavazzoni que tomou para si a responsabilidade de buscar uma solução justa e equilibrada que contemplasse não só as demandas de Santa Catarina, mas também dos outros estados junto ao governo Federal.”

Outra ação importante comandada por Antonio Gavazzoni foi o Plano de Demissão Incentivada que trouxe equilíbrio para as contas públicas. “É preciso destacar a sua correção, a sua dedicação e a sua contribuição para o estado de Santa Catarina.”

O governador disse que entende a decisão de Gavazzoni em deixar a pasta para cuidar das questões jurídicas mas lamenta sua saída porque ele foi uma das pessoas que mais cooperou com o Governo do Estado. “Gavazzoni tem um potencial extraordinário e eu insisto que ele não abandone a vida pública e continue ajudando Santa Catarina.”

Governo do Estado de Santa Catarina

 

Nota à imprensa

"Nesse tempo em que fui secretário de Estado e presidente de estatal me concentrei sempre em enfrentar problemas e crises. Nunca fui seduzido por assuntos que gerassem publicidade positiva, como inaugurações ou festas políticas.

Zelei cada dia pelo interesse público, trabalhei dando toda minha força, energia, conhecimento e capacidade para enfrentar grandes problemas públicos, desde a crise econômica e climática de 2008, depois à frente do grupo Celesc e, sobretudo, na Secretaria da Fazenda nestes últimos anos da pior crise econômica que o país e o Estado já viveram em toda sua história. Vencemos por não aumentar impostos nem atrasar salários.

Se isso tivesse ocorrido, a Segurança, a Saúde e a Educação teriam entrado em colapso, como aconteceu em vários estados. O progresso econômico e social estaria severamente comprometido.

Porém, apesar de todo meu entusiasmo pelas missões públicas, neste momento não tenho forças para seguir comandando os homens e mulheres de grande capacidade técnica que pertencem aos quadros da Fazenda.

Não vou descansar, mas me dedicar a mostrar a cada pessoa que confiou em mim ao longo desses 11 anos, que nada do que foi dito por criminosos confessos é verdadeiro. Todos os encontros narrados foram presenciados por terceiros que testemunharão para esclarecer a verdade. Os heróis brasileiros em que se transformaram os Procuradores da República e os Magistrados sabem e saberão julgar aqueles com quem lidam. Esses criminosos confessos, que buscam a qualquer preço montar versões que justifiquem a troca de penas alongadas por liberdade e vida milionária no exterior, não podem vencer.

Na nossa vida tudo tem um limite. A minha enérgica disposição para enfrentar problemas no Estado encontrou o seu: os dois fatos envolvendo questões eleitorais, injustas e improcedentes quando citam meu nome e, por isso, doloridas. Abro mão do foro privilegiado porque nada temo. Agradeço ao governador Raimundo Colombo pela confiança e amizade recíprocas, bem assim a todos os colegas de Governo.

Tenho Deus por testemunha de minhas palavras e, mesmo passando por tudo isso, só agradeço às amizades e simpatias que conquistei."

Antonio Marcos Gavazzoni
22 de maio de 2017

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