 | | A sociedade egípcia era formada por diferentes camadas sociais. |
Imagens de satélites capturaram sinais de habitação a 320 km ao sul do Cairo, com data calculada em 400 a.C., divulgou o site Live Science.
O achado é parte de mais um grande projeto para mapear sítios arqueológicos do Egito antigo, antes que sejam destruídos ou cobertos pelo desenvolvimento moderno.
Segundo a líder do projeto, Sarah Parcak, da Universidade de Alabama, baseada nas moedas e cerâmica encontradas, parece ser um centro regional maciço que comerciou com a Grécia, a Turquia e a Líbia.
Há aproximadamente quatrocentos sítios que Parcak localizou durante o seu trabalho com satélites. As datas mais antigas chegam a mais de 5.000 anos.
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Egipto
- Nota: Se procura por outras definições de Egipto, consulte Egipto (desambiguação).
Faraó Tutankhamon
O Egipto (br. Egito) é um país árabe do norte de África e do Médio Oriente, limitado a norte pelo mar Mediterrâneo, a leste com a Faixa de Gaza, com Israel, com o Golfo de Aqaba (através do qual faz fronteira com a Jordânia e com a Arábia Saudita) e com o mar Vermelho, a sul com o Sudão e a oeste com a Líbia. Sua capital é o Cairo.
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História
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Ver artigo principal: História do Egito.
Política
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Ver artigo principal: Política do Egipto.
O Egipto é uma república governada pela constituição de 11 de Setembro de 1971. Esta constituição estabelece no Egipto um estado socialista cuja religião oficial é o Islão.
O chefe de estado é o presidente da República, cargo ocupado por Hosni Mubarak desde 14 de Outubro de 1981. O presidente é eleito para um mandato de seis anos, sem limite de termos. Até Maio de 2005 o presidente era nomeado pela Assembleia Popular, sendo a nomeação validada através de um referendo nacional, mas uma emenda constitucional permitiu a eleição do presidente através de eleições directas com vários candidatos. No dia 7 de Setembro de 2005 foi realizada a primeira eleição presidencial da história do país, onde concorreram dez candidatos, entre eles Hosni Mubarak, que se consagrou como vencedor com 88.6% dos votos. As próximas eleições presidenciais estão agendadas para 2011. O poder legislativo é exercido pela Assembleia Popular, parlamento unicameral composto por 454 membros. Destes, 444 são eleitos por voto popular para um mandato de cinco anos; os restantes 10 são nomeados pelo presidente da República. A Assembleia Popular tem entre as suas funções aprovar o orçamento, fixar os impostos e aprovar os programas de governo. Para além da Assembleia, existe um Conselho de Assessoria composto por 264 membros, 176 dos quais são eleitos através de voto popular e 88 nomeados pelo presidente.
O Egipto foi o primeiro país árabe a estabelecer a paz com Israel depois da assinatura dos acordos de Camp David.
Subdivisões
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Ver artigo principal: Subdivisões do Egipto.
O Egipto encontra-se dividido em 26 governadorias, cada uma administrada por um governador nomeado pelo presidente. Os governadores são auxiliados na sua acção governativa por conselhos locais, cujos membros são eleitos.
Rio Nilo
Geografia
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Ver artigo principal: Geografia do Egipto.
Além da capital, Cairo, as outras cidades importantes do Egipto são Alexandria, al-Mansurah, Assuão, Asyut, El-Mahalla El-Kubra, Gizé, Hurghada, Luxor, Kom Ombo, Port Safaga, Porto Said, Sharm el Sheikh, Shubra-El-Khema, Suez e Zagazig.
O Egipto inclui partes do deserto do Saara e do deserto Líbio, onde existem alguns oásis, como o oásis de Bahariya, o de Dakhleh, o de Farafra, o de Kharga e o de Siwa.
O Egipto faz fronteira com a Líbia a oeste, o Sudão a sul e Israel a nordeste. O país controla o canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho.
O papel importante que o Egipto desempenha na geopolítica vem da sua posição estratégica como ponte terrestre entre a África e a Ásia e como ponto de passagem entre o Mediterrâneo e o oceano Índico.
Economia
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Ver artigo principal: Economia do Egipto.
Grande parte das riquezas do país encontra-se nas reservas minerais de ferro, petróleo, gás natural, fosfatos, sal e argila.
Assuão
Cerca de 70% da indústria está nacionalizada, sendo dominante a actividade associada ao petróleo e ao gás natural. O investimento estrangeiro tem permitido a realização de vários projectos económicos. A agricultura ocupa 40% da população e representa 20% do Produto Interno Bruto (PIB), englobando a cana-de-açúcar, o milho, o tomate, o trigo, a laranja, o sorgo e o algodão.
Mas, como a taxa de natalidade é muito alta, o país tem necessidade de importar vários bens alimentares. Os principais parceiros comerciais do Egipto são os EUA, a Itália, o Reino Unido e a Alemanha.
O Egipto tem um PIB de aproximadamente 200 bilhões de dólares, segundo o método Paridade de Poder de Compra (PPP).
Demografia
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Ver artigo principal: Demografia do Egipto.
A população do Egipto ronda os 79 milhões de habitantes, o que faz do país o segundo mais populoso de África. Esta população encontra-se concentrada nas margens do Nilo, no Delta e na região próxima ao Canal de Suez.
A esperança média de vida é para os homens de 68,8 anos e para as mulheres de 73,9 anos.
Os Egípcios são os descendentes da população autóctone do Antigo Egipto que se misturou com os árabes a partir do século VII. Na região de Delta encontram-se populações que são descendentes de gregos, romanos e turcos.
Cerca de 42% dos egípcios vivem em cidades. As mais populosas são o Cairo (a cidade mais populosa do continente africano com 6 789 000 habitantes, segundo dados de 1998) e Alexandria (3 328 000 habitantes). Ao longo do século XX verificou-se uma migração das populações rurais para as cidades, o que se traduziu no surgimento nestas de problemas de saneamento básico, poluição e falta de habitações condignas.
Os Núbios são um grupo minoritário do país, oriundo de uma região corresponde ao sul do Egipto e ao norte do Sudão. Quando as suas terras foram submergidas pelo Lago Nasser, os Núbios tiveram que mudar-se para Kom Ombo. No século XIX fixaram-se no Egipto comunidades estrangeiras compostas por gregos, italianos, britânicos e franceses; desde que se deu a independência do país estas populações tem vindo a diminuir. A outrora vibrante comunidade judaica egípcia praticamente desapareceu; alguns judeus visitam o país em ocasiões religiosas.
Cultura
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Ver artigo principal: Cultura do Egipto.
Feriados
| Data |
Nome em português |
Nome local |
Observações |
| 13/04 |
Festa da Águia |
Aguy Misr Pap |
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Religião
Segundo dados oficiais, 90% dos egípcios são muçulmanos sunitas, menos de 1% muçulmanos xiitas e 8% são cristãos.
A população cristã egípcia habita sobretudo no sul do país e nas cidades do Cairo e de Alexandria. A maioria destes cristãos pertencem à Igreja Ortodoxa Copta. Outras comunidades cristãs presentes no país são a arménia apostólica, a católica, a grega ortodoxa e a síria ortodoxa. Os protestantes incluem dezesseis denominações. As Testemunhas de Jeová e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, embora presentes no território, não são reconhecidas pelo estado.
Sociedade
A sociedade egípcia era formada por diferentes camadas sociais.
No topo está o faraó, concentrando poderes administrativos, militares, e religiosos. O faraó sendo considerado um deus vivo tinha autoridade absoluta sobre tudo e sobre todos, só os altos dirigentes e chefes de províncias podiam questionar alguma ordem do faraó.
A classe elevada do Egito usava perucas de fibra de papiro para se protegerem do sol. Era comum também o uso de uma tinta preta a base de antimônio, ao redor dos olhos para diminuir o excesso de luminosidade e como prevenção contra oftalmias.
Depois do faraó e de sua família, a sociedade se divide em dois grupos: o dos dominantes e dominados.
Grupo Dominante
Nobres - Administravam as províncias. Ex.: Nomarcas
Sacerdotes - Presidiam as cerimônias religiosas e administrava todos os bens do templo, onde desfrutava de todos os privilégios de um sacerdote no Egito, com as oferendas feitas pelo povo para os deuses.
Escribas - Outra classe bastante privilegiada, pois administravam a cobrança de impostos, fiscalizavam a economia, organizavam as leis, faziam as contagens dos armazéns, e etc...
Grupo Dominado
Artesãos - Trabalhavam em construções para templos e pirâmides, quando não estavam trabalhando para o faraó, eles produziam cordas, armas para caça, roupas, colares, jaros, e etc.
Camponeses – Executavam os trabalhos agrícolas nas terras pertencentes ao Estado, às altas camadas sociais e até aos templos, recebendo em troca um mísero pagamento sob a forma de produtos. Moravam em cabanas, vestiam-se pobremente e comiam muito pouco. O que conseguiam poupar com o resto do salário guardavam para o funeral, afim de garantir uma vida após a morte.
Soldados – Formavam uma camada à parte. Viviam dos produtos recebidos como pagamento e dos saques que podiam realizar durante a conquista. Alguns eram estrangeiros, como os líbios, eles recebiam um pedaço de terra, em recompensa pelos serviços prestados.
Escravos – Eram inteiramente dependentes de seus senhores, os escravos eram bem tratados. Os egípcios viam-se obrigados a dispensar uma certa segurança aos seus escravos, que eram muito numerosos em tempo de guerra.
A Casa dos Egípcios
Os egípcios davam muita importância a sala de visita. Elas continha uma grande variedade de cadeiras, poltronas e almofadas. As salas das casas dos ricos funcionava como um cartão de visita, onde quem era recebido saia fazendo propaganda, provocando inveja nos que recebiam a notícia. Já na casa dos pobres toda a família se amontoava em um área de no máximo 20 metros, quase não possuíam móveis, as salas de refeições eram bem simples, até na casa ricos, onde se colocava uma pequena mesa com algumas cadeiras e alimentos. Mas, os egípcios também faziam banquetes para parentes e amigos, onde não faltava bebida e comida, música e muita dança.
A Família Egípcia
No antigo Egito os casais ocupavam quartos separados. Os quartos na maioria das vezes só tinham uma cama e um tamborete. A família sempre aparece em cenas com marido, mulher e filhos abraçados. Mas tanto amor e afetividade não impedia que o marido bate-se nos seus filhos e mulher quando quisesse.
Os faraós, podiam se casar quantas vezes quisessem até mesmo com suas irmãs e filhas, e também era totalmente permitido ter amantes em sua própria casa.
Representação da família egípcia.
Na sociedade, cada pessoa vestia roupas de acordo com sua posição social. Os camponeses e artesão usavam uma tanga reta, presa por um cinto de palmo de largura. Já os ricos, usavam tanga acompanhada de pulseiras e anéis de ouro com pingentes de jade.
Nas festas, utilizavam túnica de linho pregueada, formando um triângulo. As mulheres usavam vestidos transparentes amarrado sobre o seio esquerdo, deixando o direito descoberto, e também utilizavam túnica. Sempre cobertos de jóias de ouro.
A Vida no Palácio dos Faraós
“Os faraós e sua família viviam em meio a tal luxo e conforto, que mesmo hoje causa admiração. Os palácios eram equipados com móveis de cedro, de ibano revestidos às vezes de ouro e de marfim, os utensílios de uso diário eram também de qualidade superior, demonstrando a riqueza daqueles que possuíam, bem como a habilidade e a perícia dos artesãos que os fabricavam. A presença de uma legião de servidores-criados, músicos, cantores, dançarinas e copeiros – colaboravam ainda mais para tornar confortável a vida diária dos governantes do país. As caçadas e pescarias freqüentes, a prática de jogos diversos contribuíam, também, para que fosse agradável o dia-a-dia dos “deuses vivos” que governavam o Egito e daqueles que com eles conviviam (...)
Os faraós egípcios casavam-se freqüentemente com pessoas da própria família, muitas vezes com as próprias irmãs. Os casamentos consangüíneos tinham como motivo a preocupação em manter a pureza do sangue real. Muitos faraós mantinham mais de uma esposa, como resultado, seu número de filhos podia chegar a dezenas. Ramsés II, por exemplo, teve mais de cento e sessenta.”
(Olavo Leonel Ferreira . Egito : terra dos faraós, pp. 27-28.)
A Mulher no Egito
Karnak, Egito. O Faraó acaba de nomear sua esposa, a rainha, para o cargo de segunda grã-sacerdotisa do Deus Amon, um dos cargos religiosos mais importantes do país, confirmando assim que as mulheres têm um papel de destaque na sociedade egípcia. Nas cidades egípcias, o povo costuma cantar uma canção que fala da rainhã como "A esposa do deus;/A mãe do deus;/A mulher do grande rei;/A senhora dos dois países"; e mesmo as mulheres comuns têm uma posição respeitável dentro de casa como companheira do homem.
Desde os tempos mais antigos, as mulheres egípcias já tinham um lugar na sociedade: era comum, por exemplo, considerar da mesma importância a filiação paterna e materna, e no caso de morte a mulher assumia a chefia da família, até mesmo para tratar de assuntos com o Estado. Mas a igualdade entre mulheres e homens não existe em todas as situações. Se elas podem ser sacerdotisas no templo de Amon, ao lado dos homens, podem ser assassinadas legalmente pelos seus maridos, em caso de traição.
De modo geral, quando desempenha funções religiosas nos templos, as mulheres limitam-se a cantar e tocar instrumentos, e os homens fazem o possível para manter o seu poder sobre elas.
História: Assim caminha a humanidade.
Os Camponese Trabalho Diário e Alimentação
"Os camponeses não descansam, mesmo quando as águas do Nilo cobrem seus campos. Nesse período, fabricam utensílios, enxadas de madeira e de corda, picaretas para remexer a terra, cestos e sacos para transportar os grãos... Nunca falta trabalho! Muitas vezes são chamados para participar das grandes obras do faraó.
Logo que o Nilo retorna ao seu leito normal, o camponês começa a reparar os estragos causados pelas enchente: reforça as margens do rio; conserta os canais destruídos...
O sol é tão quente que o camponês precisava irrigar o solo dia após dia. À noite esgotado, verifica seus utensílios, fabrica novas cordas, no terraço de sua casa ou o degrau de sua porta.
Os camponeses alimentavam-se de pão, cerveja e legumes. As vezes, peixe e fruta podem entrar no cardápio. Com uma alimentação simples com essa, os camponeses e demais homens do povo mantêm-se muitos magros. Aqueles que comem muito, que engordam, pertencem à classe dos ricos: nobres, sacerdotes e escribas. So eles têm uma barriga saliente. Ter esse tipo de barriga era considerado elegante. O camponeses que observa passar um barrigudo inveja-o, pois ele certamente tem uma vida agradável e próspera".
Viviane koening/ Às margens do Nilo, os egípcios./ São Paulo, Augustus, 1990 p.16-9/(texto adaptado)
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