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Mais de 16 milhões de brasileiros tem deficiência visual
17 de Outubro de 2009

CANOINHAS

Coceiras e inflamações, sensação de perda da capacidade visual, uso de colírios por conta própria e a sensação de que sempre dá para deixar o tratamento para depois são situações comuns para a maioria das pessoas que, em algum momento, já tiveram problemas nos olhos. O resultado é que em muitas situações o agravamento de situações simples leva a perdas da capacidade visual que poderiam ter sido evitadas de maneira simples.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24,6 milhões de brasileiros possuem alguma deficiência. Deste total, 16,6 milhões, ou quase 70%, não enxergam ou possuem graves limitações visuais. Mas, o dado que mais assusta é que 60% destas pessoas poderiam ter o problema evitado e 20%, a deficiência revertida, se tivessem procurado ajuda com o aparecimento dos primeiros sintomas ou realizado acompanhamentos preventivos.

Para a médica oftalmologista Márcia M. Guinoza, de Canoinhas, a prevenção é, com certeza, a grande aliada contra os problemas oftalmológicos, porque permite o diagnóstico precoce das doenças e seu imediato tratamento. “Algumas pessoas já adquiriram o hábito de vir ao consultório periodicamente, mas muitas não fazem isso e chegam com casos em que não tem mais como reverter ou tratar”, explica.

Segundo ela, assim como outras partes do corpo, os olhos devem receber atenção porque as doenças podem surgir em várias fases da vida, inclusive em crianças, que a partir dos três anos podem começar um tratamento preventivo, assim como diabéticos, que necessitam de acompanhamento periódico evitar o agravamento de complicações típicas da doença.

OCORRÊNCIA SAZONAL

Com a chegada da primavera, esclarece Márcia, o número de consultas aumenta. “Esta é uma época em que as pessoas têm muita alergia e irritação nos olhos e, embora apareça este problema, isso é bom, porque normalmente estas pessoas passam a se tratar periodicamente”, afirma. A conjuntivite alérgica ou atópica motiva a ajuda profissional, mas muitas pessoas ainda recorrem à automedicação, que, segundo a oftalmologista, pode somente agravar o quadro. “Usar medicamento sem indicação específica pode ser pior do que ficar sem remédio. Você cura a irritação, mas não trata o problema, que pode se agravar em longo prazo”, diz.


Correio do Norte - Gracieli Polak
 
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