Ciasc criará aplicativo para mapear javalis

02 Março 2016 17:15:14

Em um mês, o Centro de Informática apresentará um protótipo da ferramenta. Após a reunião, foi formado um grupo técnico de trabalho com representantes de cada instituição que participou do encontro.

Marciano Corrêa, Regional
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O presidente do Centro de Informática e Automação de SC, Roberto Amaral, anunciou, nesta quarta-feira, que o Ciasc irá desenvolver um aplicativo para mapear e ajudar na caça ao javali no Estado. A ferramenta é semelhante a que foi criada para mapear os focos de dengue.

O anúncio ocorreu durante reunião com a Secretaria de Estado da Agricultura, Cidasc e PM Ambiental. Em um mês, o Centro de Informática apresentará um protótipo da ferramenta. Após a reunião, foi formado um grupo técnico de trabalho com representantes de cada instituição que participou do encontro.

O deputado Gabriel Ribeiro (PSD), que participou do debate e que lidera o assunto na Assembleia Legislativa, ressaltou aos membros do Ciasc os problemas sanitários e econômicos que o javali pode provocar, como a contaminação do rebanho suíno de SC com doenças eliminadas no Estado. Se houver contaminado, o Estado perderá mercados no exterior.

 

Como funcionará

Assim como o aplicativo da dengue, a ferramenta a ser desenvolvida será abastecida com informações, principalmente de produtores rurais, e, com elas, criado um banco de dados, mapa indicando os maiores pontos de incidência. Com base nelas, caçadores e PM Ambiental irão atuar onde estão registradas as maiores varas de javalis.

O secretário-adjunto da Agricultura, Airton Spies, sugeriu que alguns javalis capturados sejam chipados e soltos, para que indiquem onde estão as varas. O produtor joga a informação no aplicativo, o sistema do Ciasc recebe instantaneamente e a repassa aos grupos de caçadores.

No entanto, há uma diferença de instantaneidade entre o aplicativo da dengue e o que será desenvolvido para o javali. A grande ação contra a dengue ocorre nos centros urbanos, onde o acesso a internet é fácil. No campo praticamente não há sinal de internet. Haverá um tempo maior, até o produtor ir a um centro urbano ou repassar as informações a quem esteja na cidade.

 

Consumo da carne

Um dos grandes questionamentos que a população tem feito, especialmente pelas redes sociais, é sobre o destino da carne dos javalis capturados. Airton Spies explicou que a carne é apenas para consumo próprio, pois não pode ser entregue aos frigoríficos porque não tem inspeção sanitária, e alertou que, pela forma como o animal é abatido, a Cidasc nem teria como inspecionar os animais abatidos. “O correto é enterrar os javalis mortos”, enfatizou. Para a carne chegar à população precisa ser documentada, e os javalis são animais caçados, explicou Spies. 

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