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Eu pago impostos e você?

23 Outubro 2003 00:00:00

Artêmio Haus

Aldo Azevedo

      Diante da atual e por que não dizer contínua situação econômica de nosso país, e da tão propagada ?Reforma Tributária? se faz necessário tecer alguns comentários sobre este tão importante assunto: Se a reforma tributária aumentar ainda mais a carga dos impostos; no meu entender não deveria ser chamada de ?reforma?. Do contrário, a quem compete, fosse realizada uma nova estrutura de arrecadação de tributos. Aqui cabe um comentário bem campeiro: ?Ta igual tosquia de porco, muito grito e nada de lã!!!?, o cidadão consciente sabe que todos, reitero TODOS, pagam impostos e que não são poucos, pois pagamos os chamados impostos diretos e os INDIRETOS ? que estão contidos nos produtos e/ou serviços que adquirimos.

       A complexidade de fatores é colossal, e não falo somente do sentido político da questão, mas sim, da forma operacional e cultural que se impregnou na forma de arrecadação de receitas, pois do que adianta aumentar impostos, se a maioria da população não tem acesso e qualidade nas questões que envolvem segurança, saúde, habitação, educação, etc..., já que a finalidade dos mesmos objetiva tudo isso e mais um pouco.

       Hoje (ou sempre?) um ato local, é um ato global; portanto, ser omisso não vai te eximir de continuar pagando impostos, mas como ?ser pensante? que você é, questione-se sobre sua cota de responsabilidade nisto tudo. Suponhamos que somente fossem recolhidos 03 (três) impostos; um local, um estadual e outro federal, será que desta forma as coisas melhorariam? Sim, os mais entendidos irão dizer que isto é utopia, que a complexidade de tudo isso é enorme e mais uma porção de outros argumentos. Mas quando se desviam milhões, nos repassam somente o problema, mas nunca apontam a real solução para que isto não venha ocorrer novamente.

       De fato, há muito jogo de interesse em relação a este assunto, que vem desde o tempo do regime monárquico, mas sempre é hora de despertar, e acabar com certos ?sofismas democráticos?. Sua participação é fundamental; como? Pergunta-se.

Artêmio Haus  



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