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A RELEVÂNCIA DA ARTE NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR VI I

Jor. Adelcio Machado dos Santos (MT/SC nº 4155 - JP) Diretor da Associação Catarinense de Imprensa (ACI)

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De acordo com o magistério de Machado (apud BARBOSA, 2002), a arte tem, de fato, uma função específica nesta fase da vida do indivíduo, em que ele deixou de ser criança, em que se vê como consciência interrogante e ainda não adulto.

A adolescência constitui o momento de se testar pré-profissionalmente, é quando o jovem começa a se interrogar que carreira seguir ou, mais imediatisticamente, que vestibular fazer.

Mais de vinte e cinco por cento das profissões neste país estão relacionadas direta ou indiretamente às artes, e, seu melhor desempenho depende do conhecimento de arte que o indivíduo tem.

 O contato com a arte é essencial para várias profissões ligadas à propaganda, às editoras, na publicação de livros e revistas, à indústria dos CDs, etc.

Da mesma forma, sustenta Barbosa (2002), todos os operadores de televisão desde os produtores até um responsável por uma câmera, seriam melhores se conhecessem arte, porque estariam mais bem preparados para julgar a qualidade e a propriedade das imagens.

Pensando também na indústria têxtil, verifica-se que desde a textura à padronagem se enriquece com profissionais que tivessem conhecimento da arte.

Quando se refere a conhecer arte, Barbosa (2002) fala de um conhecimento que nas artes visuais se organiza inter-relacionando o fazer artístico à apreciação da arte e à história da arte.

Nenhuma das três áreas sozinha corresponde à epistemologia da arte.

O conhecimento das artes se dá por meio da intersecção da experimentação, da decodificação e da informação.

 Não é pelo simples contato com a arte que se garante o acesso a ela, pois até mesmo nas classes mais altas que possuem contato com a arte é possível verificar que são incapazes de perceber a maior parte dos significados que uma representação artística pode oferecer, defende Oliveira (2004).

As limitações quanto ao acesso à arte são determinadas através da ausência de referenciais para a apreciação estética.

A compreensão estética necessita ultrapassar o nível artificial, buscando alcançar a significação, levando em consideração a complexidade inerente às manifestações dos códigos estéticos. Assim, não é a arte, mas sim sua compreensão que deve ser socializada.

A democratização do acesso à arte é um objetivo, segundo Worringer (apud OLIVEIRA, 2004), que só pode ser alcançado a longo prazo. Entretanto, a visível precariedade do ensino oficial permite que o ensino contribua com muito pouco para a mudança da atual situação

Jor. Adelcio Machado dos Santos (MT/SC nº 4155 - JP)

Diretor da Associação Catarinense de Imprensa (ACI)

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