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Ano letivo inicia com redução do número de escolas em tempo integral

Cerca de 600 mil alunos voltam às aulas na próxima segunda-feira (11), em Santa Catarina. Governo quer implementar método de avaliação escolar ainda em 2019

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Foto: Murici Balbinot.

Na próxima segunda-feira (11), cerca de 600 mil estudantes e 40 mil professores e gestores voltam às aulas em escolas estaduais de Santa Catarina para o ano letivo de 2019. O destaque deste ano serão as parcerias realizadas com outras entidades a fim de oferecer oportunidades extracurriculares aos alunos. Das 1.073 escolas, oito atrasarão o início do ano letivo: sete por pendências administrativas e uma com a estrutura danificada após temporal. 

O número de escolas que oferecem ensino integral caiu de 33 para 31. Um dos motivos é a precariedade da infraestrutura oferecida. Segundo o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, a decisão é da escola. "Se houve uma queda, é porque não houve demanda. A nossa intenção é mostrar para os gestores das demais escolas que é uma iniciativa que traz melhores resultados na educação. Nós não estamos apenas dando uma oportunidade aos estudantes, nós também estamos preparando os professores. A gente tem ouvido dos professores que esse programa faz toda a diferença, portanto, a nossa expectativa é de que mais gestores de escolas queiram entrar no programa", disse. 

Neste ano, a Secretaria ampliou as parcerias com outras entidades. O acordo com o Sebrae, por exemplo, prevê cursos de empreendedorismo. O Senai/Sesi oferecerá cursos de profissionalização. A Polícia Militar terá o objetivo de levar conceitos de civismo com hinos e hasteamento de bandeiras. Além disso, a Secretaria deseja iniciar, ainda em 2019, a oferta de cursos especiais de espanhol e italiano. Os projetos acontecem de maneira experimental ou iniciante, atingindo apenas algumas unidades.

Uggioni aposta na tecnologia. Uma das novidades é a implantação de um cartão de consumo para os gestores das escolas. Na prática, eles poderão realizar pequenas compras para a unidade com menor burocracia. "No início de março será liberada a primeira parcela. É uma grande novidade, uma inovação, uma melhoria, uma necessidades dos gestores para pequenos serviços que dependiam muito da sede e isso tomava um tempo maior. Essa autonomia que eles terão com o uso do cartão vai agilizar muito o processo", disse o secretário. 

Outra novidade é a implantação de um sistema de avaliação escolar. A intenção do projeto é gerar dados para monitorar a qualidade da educação e também medir o resultado das políticas adotadas pela Secretaria. "Já iniciamos as tratativas com a Fecam [Federação Catarinense de Municípios] e com a Undime [União dos Dirigentes Municipais de Educação] e nós vamos constituir um grupo técnico para desenvolver. E, quem sabe, já no segundo semestre deste ano, a gente possa rodar para validação". 

Os números da educação para 2019:

-1.073 escolas;

-600 mil alunos;

-40 mil professores e gestores;

-911 novos professores efetivados;

-R$ 95,5 milhões para transporte escolar;

-116 novos ônibus escolares (R$ 22 milhões);

-R$ 68,1 milhões investidos em obras de infraestrutura (199 escolas com obras em andamento);

 

 

 

 

 

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