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Banquetear a Vida na Aprendizagem dos Livros

10 Julho 2018 10:13:35

Por Evani Marichen Lamb Riffel Pedagoga e Psicopedagoga

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Por Evani Marichen Lamb Riffel Pedagoga e Psicopedagoga

“Meus filhos terão computadores, mas antes terão livros.” (Bill Gate)

      Estimado(a) Leitor(a), são tantas leituras cotidianas de mundo, de posturas, de fazeres, de gentilezas, de valores, do ser e do ter, do conhecer, do formar para a vida, de encontrar soluções, de conhecer outros espaços sem sair do lugar (fisicamente), enfim alimento, banquete, leite para o intelecto... Apreendidos nos Livros, (neste contexto específico da leitura que aqui enredo).

      Pensar Livros, falar livros, recomendar livros, registrar livros, emprestar livros, separar livros, fichar livros, garimpar livros é na Biblioteca! É na Biblioteca que posso encontrar deleite, prazer, fruição, conhecimento profundo ou aprofundado, é lá que posso também encontrar biblioterapia...

      -Como?

      Lendo Paulo Coelho, Leonardo Boff, Márcio Khune, Rhonda Birney, outros títulos e autores com seus livros de autoajuda... E...  por que não entrar numa Biblioteca em busca de biblioterapia e ler tudo que aprecia, que deleita? Por que não, literatura clássica, belos contos, fábulas e outros livros que preencham o lado poético, vilã ou mocinho, romanescos, de terror, novelas de épocas, livros que inspiraram filmes, que emocionam, traduções valorosas que bordem o ser e enredem histórias de pessoas melhor, para um mundo melhor, no melhor de cada eu: a caridade, a solidariedade, a compaixão, o perdão, a paz interior. E... O ter valores e o indispensável para desfrute de conforto na medida a bem viver!

      Dentre os gêneros acima citados, bem diz Câmara Cascudo que “cada conto é uma foz aonde chegam as águas de rios incontáveis,” mergulhemos então, caro(a) Leitor(a), neste mar literário, a apreciar um belo conto em sessão biblioliterária em biblioterapia...

       Colorê, colorim, lá vem o conto reconto, enfim...

O Sábio e o Criminoso

      Num tempo remoto, no antigo Oriente, em meio a vales e montanhas, uma pobre choupana abrigava um sábio Eremita em profunda meditação.

      O Sábio, foi porém, numa manhã gelada em cinzenta névoa, interrompido por um rapaz bem jovem, em busca de conselhos e ajuda a regenerar-se de um vida promíscua e criminosa.

      O  sábio Eremita conversou longamente com o jovem dando-lhe valiosos conselhos e encorajou-o a levar uma vida honesta e honrada.

      O jovem criminoso saiu dali crente de estar curado, seguiu viagem e na primeira oportunidade desvirtuou-se novamente. Depois de diversos furtos praticados e os mais variados crimes voltou ao sábio revoltando-se contra ele. Ameaçou o Eremita de morte:

      - Velhote imprestável, vou matá-lo e enterrá-lo, suas bênçãos e conselhos de nada me valeram, estou em constante recaída, manchado de crimes por todo lado. Vou castigá-lo, velho ignorante.

      Serenamente o sábio aquiesceu a revolta do jovem: -Está bem, está bem filho, pode me matar pois, reconheço que nada pude fazer por você. E para não dar muito trabalho, vou levá-lo até a cova que eu mesmo cavei arduamente.

      -Vamos, venha comigo rapaz!

Conduzido pelo sábio Eremita, o jovem criminoso avistou uma laje que cobria uma cova.

      - Falta apenas mover a laje.  Vamos lá, meu filho!

       O moço se armou de toda sua força e não conseguiu mover um centímetro sequer da pedra.

      Vociferou: -Imbecil, enquanto eu forço a laje para um lado, você está pisando nela e forçando-a ao contrário.

      Novamente aquiesceu o momento, o sábio Eremita:

      -Sim, do mesmo modo que você queria que eu o ajudasse a regenerar-se, sem mover uma palha sequer para ajudar-se - sorriu o sábio.

Fonte: Pamplona, Rosane: Outra Novas Histórias Antigas. Reconto.

P. S.

Leitor(a), no fundo absinto do poder está o querer!

(...)

“A leitura transforma contextos e vidas!

 

 

 

     

     

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