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CEFALEIA TENSIONAL: A DOR DE CABEÇA DO ESTRESSE.

23 Maio 2019 09:28:29

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Michael Maschio

As pessoas vivem em uma sociedade que exige intenso esforço e dedicação ao trabalho para que estas possam obter uma melhor condição econômica, o que para muitos significa qualidade de vida. Isso tem gerado um paradoxo, uma vez que os estresses físico e psicológico gerados no dia a dia das pessoas as predispõem a diversas afecções, como por exemplo, as cefaleias.

        O estresse é um distúrbio cuja gênese está na excessiva mobilização de energia psíquica e física do indivíduo, reunida no intuito de promover sua adaptação às demandas do meio onde está inserido, demandas estas percebidas pelo indivíduo como pressões. As respostas adaptativas ao estresse são mediadas por características individuais em consequência de uma ação externa, situação ou acontecimento que impõe à pessoa exigências físicas ou psicológicas especiais.

     Mesmo tendo alta prevalência mundial de cefaleia tensional, a sua etiopatogenia não está bem esclarecida. Chama atenção para o grande impacto sócio-econômico que essa afecção pode causar em um indivíduo, gerando gastos e incapacidades. A maioria das cefaleias tipo tensão são de intensidades baixa ou moderada, entretanto na cefaleia tensional crônica, a dor pode tornar-se de moderada a Severa.

       A textura da musculatura pericraniana, do ombro e cintura escapular normalmente apresentam espasmos. Estes aspectos, são facilmente detectados por meio da palpação manual, as contraturas acontecem quando há uma contração contínua e involuntária de um músculo ou algumas fibras dele. Quando o músculo contrai de forma errada e não retorna ao seu estado natural de relaxamento, a contratura aparece. A região afetada pode aumentar de volume, apresentar dor e/ou prejudicar a mobilidade de quem passa pelo problema. 

    A fisioterapia através das técnicas de massagem clássica e liberação miofascial pode auxiliar no tratamento dos pacientes com cefaleia tensional. Essas técnicas reduzirão a tensão e o espasmo muscular através da liberação de substâncias endógenas e da vasodilatação, aumentando a nutrição tecidual e proporcionando a retirada de metabólitos que agravam a dor, quebrando assim o ciclo dor ↔ espasmo, promovendo com isso a analgesia.

   Outro “remédio" para a cefaleia tensional é o exercício físico uma vez que produz no organismo uma sequencia de eventos que promovem uma melhor condição muscular, circulatória, hormonal entre outras tantas que levam o individuo a estar melhor preparado tanto física como mentalmente diminuindo as chances de desenvolver tensões nervosas e quadros de dor.

Graduado em Fisioterapia pela UNOESC – Joaçaba - SC

Pós-graduado em Fisiologia do exercício – Universidade Gama Filho – Curitiba – PR

Cursos diversos nas áreas de esportiva e terapias manuais.

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