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Igreja pega fogo e imagem de Santa fica intacta

Caso for construído novo templo no centro da cidade Ouro, a santa em gesso será entregue conforme a vontade de ourenses

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Aleomar Antonio Zanini (Leo) há 27 anos morou vizinho da Dona Hélia, à Rua Formosa, Ouro (SC), sendo que ele a considerava como fosse a sua mãe, a qual sempre dizia que quando ela viesse a falecer, que pegasse a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Segundo a dona Hélia Spada Matté, a Santa era da antiga igreja situada no centro da cidade, mais precisamente, no início da subida do loteamento Nossa Senhora dos Navegantes. Dona Hélia limpava e ajudava a mencionada igreja toda em madeira, sendo que um certo dia pegou fogo, talvez por causa das velas, consequentemente, a Santa não queimou e nem se deteriorou, ficando intacta. O pessoal pegou a Santa e deu como gratificação por ela sempre estar limpando a igreja, conforme o que ela dizia para o Leo.

A imagem da Santa está na sala de Leo e sempre lembra com carinho de Dona Hélia, por mais essa bela história.   

A dona Hélia Spada Matté faleceu no dia 23 de maio de 2019, aos 88 anos. Dona Hélia era uma pessoa simples, de muita fé e devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com isto, ficou uma lacuna no território Ourense.

Com o falecimento da mesma, o filho dela, Vilmar Pedro Matté entregou a imagem, conforme a vontade de sua Mãe. Conforme Leo, a imagem está disponível, mas, a partir do momento que construírem uma nova igreja no centro da cidade, como era uma vez. O pai de Leo, o Sr. Olivo Zanini, muito lutou para que fosse construída nova igreja no centro de Ouro, inclusive, foram feitas promoções para tanto, mas, infelizmente, não foi possível concretizar o sonho. Há muito tempo, os ourenses, toda semana atravessam sobre o Rio do Peixe para ir na igreja matriz em Capinzal (SC), por falta de um templo no centro de Ouro.  

 

Leo e a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, sendo que a igreja católica foi consumida pelo fogo e a santa em gesso ficou intacta.

 

Capela de Nossa Senhora dos Navegantes, da localidade de Ouro, em dia festivo. Esta capela foi consumida por incêndio na década de 1950. Fonte: Livro Rio Capinzal – A Epopéia de um povo, de autoria de Dr. Vitor Almeida (advogado, escritor e historiador, ainda foi vereador e presidente da Câmara de Capinzal.

 

A casa marrom e de madeira, morava a sempre lembrada Dona Hélia e na da esquina Leo.     

 

Aleomar Antonio Zanini, o Léo.

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