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O ÚLTIMO LIVRO DE QUINTANA

10 Julho 2018 10:10:48

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 38 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://lcamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

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Luiz Carlos Amorim

O ultimo livro de Mario Quintana, “Água”, foi escrito em 1994, ano da sua morte, portanto reúne os últimos poemas escritos pelo poeta Passarinho, e foi publicado em 2001 pela Editora Artes e Ofícios de Porto Alegre. Trata-se de uma edição trilingue (Português, Inglês e Espanhol) de poemas sobre lugares importantes do Brasil. Mas existe um livro dele publicado ainda mais tarde.  Nas minhas andanças por bibliotecas escolares, guiado pela professora Mariza, encontrei um livro de Quintana, de 2007, que eu ainda não conhecia. Trata-se de “Só Meu”, livro organizado por Elena Quintana, que selecionou poemas e trechos da obra do poeta “passarinho”, colocando ao alcance do público infantil o universo lírico de Quintana.
Nessa obra estão poemas, trechos de prosa e de poemas dos livros “Melhores Poemas de Mario Quintana”, “Apontamentos de História Natural”, “Preparativos de Viagem” e “Baú de Espantos”.
O livro, da Editora Global, faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola 2010. As ilustrações são de Orlando e a apresentação do livro é primorosa.
E tem o diferencial de trazer espaços, nas páginas, paralelamente aos textos e aos desenhos já existentes, para que os leitores coloquem sua marca, desenhando, dando a sua forma particular à interpretação da obra, como queria o autor: “Os livros de poemas devem ter margens largas e muitas páginas em branco e suficientes claros nas páginas impressas, para que as crianças possam enchê-los de desenhos – gatos, homens, aviões, casas, chaminés, árvores, luas, pontes, automóveis, cachorros, cavalos, bois, tranças, estrelas – que passarão também a fazer parte dos poemas...”
Grande descoberta, feliz descoberta de mais um livro de Quintana, grande Quintana. Olhem como “O Poeta Começa o Dia: Eu sei me teleportar: estou agora / em um Mercado Estelar... e olha! / acabo de trocar / - em meio aos ruídos da rua / alheio aos risos da rua / todas as jubas do Sol / por uma trança da Lua!” Não é fantástico? É Quintana, só podia ser ele!

 

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