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Ninguém está livre da sinusite, ou melhor, da rinossinusite

?O médico otorrinolaringologista Pedro De Paoli, da Clínica Depaclin, fala sobre sintomas, tratamento e controle da doença?

Ninguém está livre da sinusite, ou melhor, da rinossinusite

     A sinusite, também chamada de rinossinusite, têm como base a sintomatologia e a duração da doença, e clinicamente pode ser definida como uma inflamação do nariz e seios paranasais. Na rinossinusite aguda, ocorre o bloqueio, congestão ou obstrução nasal; descarga nasal ou gotejamento pós-nasal; dor ou pressão facial; dor de cabeça e redução ou perda do olfato. Além destes sintomas locais, existem sintomas distantes como irritação faríngea, disfonia (rouquidão) e tosse. Ainda há sintomas gerais como sonolência, mal estar e febre. As variações individuais desses padrões de sintomas gerais são numerosas.

    A sinusite pode acometer todas as pessoas.  Ninguém está livre dela. Ela é uma doença multifatorial e que pode ter como cooperadores: alergias, edema da mucosa nasal, diminuição da capacidade mucociliar, infecção prévia das vias aéreas superiores, e ainda fatores anatômicos da cavidade nasal ou seios paranasais.

    Conforme o médico otorrinolaringologista Pedro De Paoli, da Clínica Depaclin, espera-se que o controle da rinite, vacinação para gripe e manutenção da patência nasal e dos óstios de drenagem dos seios da face sejam fatores favoráveis para evitar a doença, além de aspectos gerais como sistema imunológico adequado e condições gerais do paciente.  Conforme ele, “o tratamento depende da etilogia (causa). Varia desde controle dos sintomas alérgicos os quais eventualmente predispõe a rinossinusite até rinossinusite viral aguda (resfriado comum), que é considerada doença leve e autolimitada, ou o uso de antibióticos no caso de rinossinusites bacterianas, antifúnficos naquelas em que o agente causador é desta classe de patógenos, e mesmo tratamento cirúrgico quando necessário como nas variações anatômicas predisponentes, ou na rinossinusite aguda com complicações orbitárias ou na rinossinusite crônica com ou sem polipose nasal, ou na rinossinusite fúngica (todas as formas)”.

    De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirugia Cérvico Facial, e com o EPOS 2012 (European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps), o diagnóstico de rinossinusite aguda é eminentemente clínico, e nenhuma destas entidades recomenda radiografia simples como exame de triagem, reservando-se exames complementares como endoscopia nasal\cultura ou citologia nasal e tomografia de acordo com a avaliação do especialista. “Como meios de evitar a instalação do quadro, sugere-se controle da alergia (rinite) e vacinação para gripe, evitar contato com doentes ou alojamento conjunto, hábitos de higiene no tocante a prevenir disseminação de doenças respiratórias infecciosas de inverno como lavar as mãos frequentemente, cobrir a boca ao tossir e espirrar, evitar contato com portadores de sintomas infecciosos agudos. Quando no episódio de infecção aguda as medidas gerais de repouso, hidratação, higienização da cavidade nasal com soro fisiológico, e avaliação do quadro clínico para uso de medicações adequadas e prevenir possíveis complicações são as medidas gerais recomendáveis”, destacou o médico.

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