Catarinenses NÃO devem vacinar o gado contra a Aftosa. Paranaenses SIM

10 Novembro 2015 15:44:57

SC é o único estado brasileiro a receber certificação de território livre da doença sem vacinação

Foto: Divulgação

Acontece em todo o país a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa. Na campanha 2015 os produtores devem adquirir as vacinas em revendas autorizadas, providenciar a adequada vacinação de seus animais e comunicar ao serviço veterinário oficial de seu estado nos prazos estabelecidos. Os criadores de Santa Catarina, no entanto, não devem vacinar. Por aqui a vacinação contra aftosa é proibida.

                A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) renovou a certificação de Santa Catarina como Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação em 2014. De acordo com o relatório o estado é capaz de conter a doença utilizando-se de recursos de contenção, evitando que o vírus entre no território. As barreiras de saúde animal gerenciadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, CIDASC, são citadas como exemplo.

O status sanitário catarinense, livre da aftosa sem vacinação, é fundamental para a conquista e manutenção de mercados competitivos mais exigentes como Japão, China, Coréia do Sul e Estados Unidos. 

                No país, 23 estados receberam certificação de Área Livre de Febre Aftosa Com Vacinação, no entanto, alguns mercados desqualificam a carne de animais vacinados, baixando o valor da mercadoria ou barrando as importações. Porém, sem a certificação de território seguro contra a Aftosa muitas das importações nunca chegam a acontecer. O controle sanitário, seja com vacinação ou não, é uma garantia fundamental exigida por países importadores.

                Em todo o Brasil está prevista a vacinação de aproximadamente 147 milhões de bovinos e búfalos nessa segunda fase. Ela já foi concluída em algumas regiões do Amazonas, do Pará e de Tocantins.  Nos estados do Amapá, Rondônia e Roraima a etapa segue em execução. A maior parte dos estados devem vacinar seus bovinos e búfalos até o mês de novembro.

                Apesar da proximidade com Santa Catarina, moradores das áreas paranaenses localizados na divisa devem realizar a vacinação no gado e comunicar Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, ADAPAR. Nesse estado, vacina-se o gado em todas as faixas etárias, já a partir dos novilhos. Os animais com até 24 meses são vacinados duas vezes ao ano e receberam a primeira dose em maio. Os acima de 24 meses, apenas uma vez, o que ocorre neste período de novembro.

 



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