Planeta enfrentará El Niño mais intenso a partir de novembro, afirma especialista alemão

10 Novembro 2015 15:49:32

Para a região Sul do Brasil, são esperadas chuvas acima da média

ASCOM - SC
Palestra el nino
Foto: sc.gov

Entre 2015 e 2016, o planeta sofrerá com as consequências de um super El Niño. É o que apresentou o professor alemão e especialista em aquecimento global, Donat-Peter Häder, durante uma palestra promovida pela Secretaria de Assuntos Internacionais de Santa Catarina em Florinópolis. Segundo Häder, os maiores efeitos serão registrados a partir deste mês.

O El Niño é um fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico na costa da América do Sul. Segundo o professor, as medições apontam que este aquecimento será maior em 2015. Desde julho, o aumento é de 1°C. “É o dobro do aumento da temperatura das águas do Pacifico Leste em relações ao fenômeno de anos anteriores. Normalmente, o aumento é de 0,5°C grau por três meses. Este será um super El Ninõ”, detalhou Häder.

No El Niño, as correntes levam as águas quentes da superfície do Oceano Pacífico da costa da Austrália para a costa da América do Sul. Desta forma, as águas frias que vêm do Sul do continente americano não conseguem subir das camadas mais profundas do oceano para a superfície, como acontece normalmente. Isso gera alterações de pressão que mudam a dinâmica do clima em todo o planeta.

Apesar das chuvas das últimas semanas, os efeitos do El Niño ainda não determinam as condições climáticas de Santa Catarina. Segundo Häger, os efeitos do fenômeno serão sentidos a partir de novembro em todo o mundo. Para a região Sul do Brasil, são esperadas chuvas acima da média. Na última vez em que o fenômeno esteve tão forte, registrou-se um aumento de 8 metros no nível do Rio Paraná. Já o Norte do país e região amazônica registrarão um período mais seco. O El Niño também deixa as temperaturas médias mais altas no país.

No mundo, o El Niño trará chuvas para a Patagônia (Argentina), Califórnia, Índia, Paquistão, e leste áfrico; secas e incêndios florestais na Indonésia; grandes perdas agrícolas na Tailândia e redução da atividade pesqueira no litoral do Chile ao Peru; menos ciclones no Japão e Coréia do Norte e Sul e aumento destes em Guam.

 

 

 



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