HABITAÇÃO

Prefeitura de Três Barras realiza reunião com moradores das áreas invadidas

17 Julho 2016 19:07:17

Construções irregulares correm o risco de ficar se água e luz

Paulo R Ferreira
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Foto: Paulo R Ferreira
Acampamento montado no terreno que era da cooperativa.

A Prefeitura de Três Barras informou através de nota enviada ao Jornal Ótimo que realizará reuniões com os moradores das áreas invadidas no Bairro São Cristóvão durante esta semana. Através da assessoria jurídica também pedirá a reapropriação do terreno pertencente à prefeitura e que deveria servir para a construção de moradias populares. Da forma em que estão, as construções correm o risco de ficar sem as instalações de água e luz.

Mais de 50 pessoas invadiram duas áreas com cerca de dois alqueires pertencentes à prefeitura de Três Barras na manhã de sexta-feira, 08. Um dos terrenos fica nos fundos do Caic e há, também, um próximo a Casa da Criança do município.

No começo da semana a Polícia Militar desacreditava que os invasores fossem de fato morar nos locais, mas já na manhã de ontem, 14, era possível encontrar famílias instaladas.

De acordo com os invasores de ambos os terrenos, as famílias que ali se instalaram realizaram um cadastro na secretaria de habitação para que fossem contemplados por programas que custeia parte ou a totalidade de moradias que seriam instaladas nesses locais. O cadastro já teria sido feito há aproximadamente 7 anos e que lhes foi prometida a construção dos imóveis. Como já estão esperando há muito tempo resolveram invadir.

Segundo um dos líderes do movimento, a invasão começou com a instalação da primeira família que cercou o terreno e começou a construção de um barraco em meia água. Em seguida, outros moradores começaram a chegar. Atualmente já são mais de 10 casebres construídos.

Ontem a noite, prefeito e moradores iriam se reunir para debater a questão. Eles têm medo que com a ordem de desocupação do terreno, os barracos que já estão em pé, sejam destruídos.

POSIÇÕES DA PREFEITURA

Ao conversar com nossa reportagem, Elói Quege afirmou que a invasão tem “cunho político” e que de forma alguma colocará máquinas para destruir as construções. Ele ressalta, no entanto, que cumprirá todas as determinações judiciais que incidirem sobre o prefeito.

Elói também esclareceu sobre os terrenos. Um deles, nos fundos do CAIC, não pertence mais ao poder público municipal de Três Barras. Ele surgiu da desapropriação das posses da antiga Cooper Canoinhas instalada naquele local e fez a doação da área para a Caixa Econômica Federal, através do programa FAR – Fundo de Arrendamento Residencial - para a construção de casas populares, o que, de fato, não se concretizou, devido ao corte no orçamento do Governo Federal. A área da prefeitura é a que fica próxima a empresa Dallo Madeiras, ao lado da Casa da Criança, também teve problemas de financiamento federal.

Segundo a secretaria de Habitação do município, Sandra Mara Pereira, as obras chegaram a ser licitadas, mas, como “o governo federal não fez o depósito da primeira parcela do recurso, a construção, de fato, nunca começou”.

A prefeitura também atenta para o fato de fazer um novo levantamento das famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade, pois há suspeita de que pessoas que não se encontram com grau de carência tenham participado da invasão e estão pleiteando um terreno.



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