ECONOMIA - BRDE fecha 2015 com lucro recorde de R$ 263 milhões

02 Abril 2016 15:05:42

Considerando exclusivamente os resultados em Santa Catarina, o lucro líquido no estado foi de R$ 97,58

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Foto: Internet/Divulgação
ECONOMIA - BRDE

BRDE fecha 2015 com lucro recorde de R$ 263 milhões

Considerando exclusivamente os resultados em Santa Catarina, o lucro líquido no estado foi de R$ 97,58

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o ano de 2015 com lucro líquido de R$ 263 milhões, o maior da história da instituição em seus 55 anos. O valor representa um incremento de 24% frente a 2014, quando o banco fechou o ano fiscal com lucro líquido de R$ 211,9 milhões. Os números, apresentados nesta segunda-feira, 28, são resultado da soma de operações realizadas nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná (sendo que este último inclui também clientes atendidos no Mato Grosso do Sul).

Considerando exclusivamente os resultados em Santa Catarina, o lucro líquido no estado foi de R$ 97,58 milhões em 2015, contra R$ 78,7 milhões em 2014, o que representa um crescimento também de 24%. “O BRDE é um grande parceiro das ações do Governo do Estado, presente em áreas essenciais como o agronegócio. E também um importante agente do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam), que criou uma nova forma de parceria para viabilizar investimentos das prefeituras em todos os municípios catarinenses”, afirmou o secretário de Estado da Casa Civil, Nelson Serpa.

Em toda a área de atuação, as contratações do BRDE realizadas em 2015 atingiram R$ 3,35 bilhões. Em Santa Catarina, foi contratado R$ 1,02 bilhão. O superintendente do banco em SC, Nelson Ronnie dos Santos, lembrou que os reflexos das contratações no estado representam R$ 948,5 milhões em investimentos gerados e 8.835 empregos mantidos e/ou gerados nas diversas cidades catarinenses.

Entre os programas em destaque em SC, Ronnie citou o BRDE Energia, que entre 2012 e 2015 financiou 41 projetos somando R$ 397 milhões; e o BRDE Inova, que entre 2012 e 2015 financiou 74 projetos com valor total de R$ 179 milhões. Apenas em 2015 foram realizadas 34 operações pelo BRDE Inova, somando R$ 81,9 milhões de financiamento para projetos de inovação e empresas inovadoras.

Outra linha, o BRDE PCS - Produção e Consumo Sustentáveis, foi lançado recentemente para o incentivo a projetos de produção e consumo sustentável: energias limpas e renováveis, uso racional da água, gestão de resíduos e reciclagem, agronegócio e cidades sustentáveis. Há, ainda, o BRDE Armazenagem, o BRDE Microcrédito, o BRDE Saúde, o Fundam e o BRDE Municípios.

Para o presidente do BRDE, Neuto Fausto de Conto, o excelente resultado de 2105 se deve a uma gestão atenta às mudanças de mercado, ao controle de gastos e ao empenho em manter a sustentabilidade do banco. “Apesar do ano de 2015 ter se mostrado desafiador para maioria das instituições, o BRDE conseguiu manter sua capacidade de inovar e de oferecer suporte ao desenvolvimento da região Sul. O lucro recorde mostra que continuamos atuantes, contratando mais financiamentos e atendendo a um número ainda maior de clientes”, destacou.

O diretor financeiro Renato Vianna ressaltou que o índice de inadimplência de 30 dias fechou em 3,11% ao final de 2015, abaixo da média dos outros bancos. “O BRDE tem uma postura conservadora na concessão de crédito. Somos muito criteriosos e analisamos cada projeto e suas peculiaridades. Isso nos leva a ter taxas de inadimplência muito abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional”, acrescentou o presidente Conto.

Para 2016, o orçamento do BRDE prevê atingir R$ 3,89 bilhões em novas operações de crédito. “Com o cenário de crise, que está muito presente, temos um grande desafio. Mas confiamos na gestão do banco. E acreditamos profundamente que vamos repetir um bom resultado com a diversidade de linhas de crédito oferecidas”, acrescentou Conto.

 

 

Outros destaques do balanço 2015

O Patrimônio Líquido do BRDE atingiu R$ 2,343 bilhões. O Capital Social aferido em dezembro de 2015 foi de R$ 888,567 milhões.

As operações contratadas pelo BRDE viabilizarão investimentos totais da ordem de R$ 4,81 bilhões na região Sul, com a geração de R$ 497,8 milhões ao ano de ICMS para os estados controladores. Esses investimentos permitiram a geração ou manutenção de mais de 38 mil postos de trabalho na região.

Segmentos da economia

Considerando todos os estados atendidos, a Agropecuária continua concentrando a maior parcela da carteira de créditos, com R$ 4,23 bilhões, seguida pela Indústria, com R$ 3,58 bilhões. A Agropecuária respondia, em 31 de dezembro de 2015, a 34% da carteira de crédito, enquanto a Indústria era responsável por 29%.

Para o presidente do BRDE, Neuto Fausto de Conto, o excelente resultado de 2105 se deve a uma gestão atenta às mudanças de mercado, ao controle de gastos e ao empenho em manter a sustentabilidade do banco. “Apesar do ano de 2015 ter se mostrado desafiador para maioria das instituições, o BRDE conseguiu manter sua capacidade de inovar e de oferecer suporte ao desenvolvimento da região Sul. O lucro recorde mostra que continuamos atuantes, contratando mais financiamentos e atendendo a um número ainda maior de clientes”, destacou.

O diretor financeiro Renato Vianna ressaltou que o índice de inadimplência de 30 dias fechou em 3,11% ao final de 2015, abaixo da média dos outros bancos. “O BRDE tem uma postura conservadora na concessão de crédito. Somos muito criteriosos e analisamos cada projeto e suas peculiaridades. Isso nos leva a ter taxas de inadimplência muito abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional”, acrescentou o presidente Conto.

Para 2016, o orçamento do BRDE prevê atingir R$ 3,89 bilhões em novas operações de crédito. “Com o cenário de crise, que está muito presente, temos um grande desafio. Mas confiamos na gestão do banco. E acreditamos profundamente que vamos repetir um bom resultado com a diversidade de linhas de crédito oferecidas”, acrescentou Conto.

 

 

+ Economia

Empregos em Alta

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pelo setor de Informação do Mercado de Trabalho da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), em fevereiro foram criados 4.793 novos postos de trabalho com carteira assinada em Santa Catarina - um crescimento de 0,24% no número total de empregos. O resultado representa a diferença entre 94.209 admissões e 89.416 desligamentos.“Nosso estado tem uma economia diversificada e uma capacidade de superar crises que também se reflete na geração de empregos e na economia”, disse o secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Geraldo Althoff. Dentre os setores econômicos que mais contribuíram para o bom desempenho de fevereiro estão a indústria de transformação (6.199) e a administração pública (2.628). E os municípios que mais geraram empregos foram Blumenau (+2.530) no setor serviços, Joinville (+ 585) na indústria de transformação e Brusque (+584) na administração pública.

Empregos em Baixa

Mas se a situação é favorável para Santa Catarina, no Brasil o cenário continua a piorar. A taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa) foi estimada em 8,2% em fevereiro de 2016 para o conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas, uma alta de 0,6 ponto percentual frente ao mês anterior. Em relação a fevereiro de 2015, a taxa subiu 2,4 pontos percentuais (passando de 5,8% para 8,2%) no período de um ano. A população desocupada (2,0 milhões de pessoas) cresceu 7,2% em relação a janeiro, um acréscimo de 136 mil pessoas. 

CELESC CRESCE

Em resultado apresentado nesta terça-feira, 29, à CVM, a Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A – Celesc, registra que, mesmo em condições adversas, encerrou 2015 com receita operacional líquida 9,1% maior do que a registrada no ano anterior, somando R$ 6,4 bilhões. No mesmo período, o EBITDA consolidado das operações da companhia foi de R$ 354,8 milhões, com queda de 64,6% em relação a 2014, e o lucro líquido no período foi de R$ 130,7 milhões, 74,5% menor que o alcançado no exercício anterior. Os resultados da Companhia refletem, além dos desafios da estagnação econômica no país, o impacto da defasagem do repasse de valores de subsídios e taxas intrasetoriais para a tarifa cobrada dos consumidores, que precisam ser custeados com recursos das próprias distribuidoras.



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