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Taxa de juros do cheque especial - ÓTIMO ECONOMIA

30 Maio 2016 14:41:30

Essa é a maior taxa da série histórica do banco, iniciada em julho de 1994

Paulo R Ferreira com Agências
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Foto: Reprodução/Internet
Diminua o consumo.

A taxa de juros do cheque especial continuou a subir em abril. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados na quarta-feira, 25, a taxa do cheque especial subiu 7,9 pontos percentuais, de março para abril, para 308,7% ao ano. Essa é a maior taxa da série histórica do banco, iniciada em julho de 1994.

Já taxa de juros do rotativo do cartão de crédito caiu 0,8 ponto percentual. Mesmo assim, continua sendo a mais alta das taxas pesquisadas pelo BC. Em abril, taxa ficou em 448,6% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Essa é a modalidade com taxa de juros mais alta na pesquisa do BC.

A taxa média das compras parceladas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados subiu 4,8 pontos percentuais e ficou em 150,7% ao ano.

A taxa do crédito pessoal subiu 4,6 pontos percentuais para 130,8% ao ano. Já a taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) caiu 0,2 ponto percentual para 29,7% ao ano.

A taxa média de juros cobrada das famílias subiu 1,6 pontos percentuais, de março para abril, quando ficou em 70,8% ao ano.

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou estável em 6,2%.

No caso das empresas, a taxa de inadimplência ficou em 5,1%, alta de 0,2 ponto percentual. A taxa média de juros cobrada das pessoas jurídicas ficou estável em 31,1% ao ano.

Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas ficou em 10%, queda de 0,1 ponto percentual. A taxa cobrada das empresas caiu 0,3 ponto percentual para 11,6% ao ano. A inadimplência das famílias ficou em 2,1% e das empresas em 1,2%, com alta de 0,2 ponto percentual.

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos caiu 0,6%, em abril, quando ficou em R$ 3,142 trilhões. Esse valor correspondeu a 52,4% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), ante o percentual de 53% registrado em março deste ano.

“A desaceleração no mercado de crédito se deve, principalmente, à retração do nível da atividade econômica, à elevação das taxas de juros e ao patamar reduzido dos indicadores de confiança de empresários e consumidores, que afetam negativamente a oferta e a demanda de crédito”, diz o relatório do BC.

As Contas Não Fecham

O Tesouro Nacional divulgou na quarta, 25, o documento Estatísticas de Finanças Públicas e Conta Intermediária de Governo, elaborado conjuntamente com o Banco Central e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No documento são apresentados dados sobre finanças públicas do governo central, estados e municípios para o ano de 2014. Nele é possível observar que a formação bruta de capital fixo (investimentos) do governo atingiu R$ 138,2 bilhões no período, acima dos R$ 115,1 bilhões registrados no ano anterior. A necessidade de financiamento do governo federal no período foi de R$ 325,2 bilhões, o equivalente a 5,7% do Produto Interno Bruto (a produção de todos os bens e serviços produzidos no país) - o PIB 2014 das Contas Trimestrais.

Comércio Otimista

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) avançou 4,3 pontos em maio e chegou a 70,9 pontos – maior nível desde junho de 2015. Os dados da Sondagem do Comércio foram divulgados na quarta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em abril, o indicador fechou em queda, de 0,5%. Quando a comparação é feita com maio do ano passado, no entanto, o índice continua negativo, em 3%.

Atenção com o Crédito

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que, em maio, 58,7% das famílias estão endividadas. Este é menor patamar desde fevereiro de 2015. Porém, segundo o estudo da Confederação, os indicadores de inadimplência aumentaram. O número de famílias endividadas ou com contas em atraso aumentou, na comparação mensal, de 23,2% em abril para 23,7% do total.  Quando comparado com o mesmo mês em 2015, o índice estava em 21,1%.

Igreja

A Igreja Plenitude oficializou via contrato a compra do Centro Eventos Afirma. A igreja emitiu uma Nota Oficial relatando o processo de aquisição. A compra foi realizado principalmente pela necessidade que em atender a crescente demanda de frequentadores e o atendimento dos vários projetos sociais desenvolvidos pela igreja. Os Shows da Afrima marcados para o mês de Junho ainda irão ocorrer normamente, assim como a edição de despedida da Grow Up com parceria do Field Club. Após estas obrigações somente eventos religiosos irão acontecer nas dependências da estrutura. Uma multa de recisão dos contratos vai ser paga aos locatários que foram informados da concretização do negócio na segunda-feira, 23. O valor total da aquisição supera R$ 5 milhões de reais.



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