EM CANOINHAS

Descontraído em Reunião Mauro Mariani brinca: “Que falta faz o PMDB para Barack Obama”

28 Março 2016 08:14:17

O deputado participou de uma coletiva de imprensa em Canoinhas na quinta-feira, 24.

Paulo R Ferreira
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Foto: Paulo R Ferreira
Deputado Federal Mauro Mariani em Canoinhas

O Deputado Federal Mauro Mariani esteve em Canoinhas na manhã de ontem, 24, e num evento capitaneado pelo prefeito Beto Faria, respondeu a perguntas de jornalistas no diretório municipal do PMDB. Entre outros assuntos, tratou prioritariamente a respeito do impeachment de Dilma Rousseff. Cerca de 50 pessoas acompanharam o evento entre profissionais de comunicação, lideranças e pré-candidatos a prefeitos da região. Vale destacar que Renato Pike, do PR, também se fez presente.

Mariani iniciou seu discurso reconhecendo que o PMDB é um grande partido e que é muito difícil manter unidade em todo país. Reconheceu também que a sigla apresenta defeitos e inconsistências e que essa é uma característica disseminada em quase todos os partidos brasileiros. Reafirmou ainda que sua sigla “é um partido de centro” e completou: “é o nosso partido que garante estabilidade nacional”.

Segundo Mariani é o PMDB o responsável para que não haja uma inclinação aprofundada nem à esquerda e nem à direita, referindo-se a posicionamentos políticos que respectivamente baseiam-se na teoria de Karl Marx e a luta da classe operária contra os patrões; e na Teoria de Mercado, que defende um estado mínimo com supremacia das corporações no fortalecimento do capital. “Que falta faz o PMDB para Barack Obama”, descontraiu, ao referir-se a política estadunidense centrada em apenas duas forças políticas, os Democratas e os Republicanos.

Sobre o PMDB estadual, Mariani relatou que sem o Senador Luiz Henrique da Silveira, os peemedebistas sentiram-se mais envolvidos com os projetos “a responsabilidade pesou sobre todos nós”, comentou, ao referir-se ao legado deixado por LHS. Assim, acredita que o partido está mais forte, como nunca antes esteve.

Em meio a forte crise política do pai, destacou o fato do PMDB – SC, ter filiado nos últimos oito meses aproximadamente 20 mil pessoas. Para o deputado, só um partido com um compromisso sério e que respeita a ética e os princípios democráticos seria capaz de demonstrar essa força.

Provando manter um bom relacionamento com boa parte da força política nacional, o deputado chegou a destacar a força e importância do Partido Progressista no Congresso Nacional “um partido que cresceu muito”, afirmou. Mariani respondeu a vários questionamentos.

EDUARDO CUNHA

                Mauro Mariani enalteceu o parlamentar o classificando como “extremamente inteligente” e conhecedor do regimento interno da Câmara dos Deputados: “Ele botou aquela casa pra funcionar, como nunca outro tinha feito”, comentou. Ele acredita que o parlamentar irá pagar pelos seus crimes, se é que os cometeu. Também lembrou que ele é um alvo do Governo e que o PT o usa como coringa para causar descrédito nas propostas do PMDB.

PEDALADAS FISCAIS

                Mariani acusou o governo de fazer “conversa mole” sobre o assunto, quando questionado sobre a legalidade do Impeachment. Segundo o deputado o Governo ficava sem dinheiro para honrar seus compromissos e mandava a Caixa Econômica Federal pagar e isso “escondia uma dívida”, comentou. “Eles meteram o pena jaca para segurar uma eleição”, justificou o processo.

MANIFESTAÇÕES

                Sobre a população estar com os ânimos exaltados na política e levar uma espécie de “raiva” até as ruas, Mariani acusa o PT de pregar a divisão do país: “deixaram o país em pé de guerra”. Também destacou que se o processo de impeachment foi concluído com sucesso, já alertou o vice-presidente Michel Temer que será necessário “botar o exército na rua”. Para justificar a ação, disse que a base de esquerda vive ameaçando colocar seus “exércitos vermelhos” em ação para o que eles classificam como golpe. Enfático e visivelmente estarrecido afirmou a imprensa e a correligionários: “nós não temos medo”!

MICHEL TEMER

                O deputado distribuiu elogios a figura do vice-presidente da república. Disse que se vier a assumir a presidência, Temer deve fazer um Governo de Conciliação. Também reafirmou que no documento Ponte Para o Futuro já estão assumidos compromissos “duros” para a nação, mas que, segundo o deputado “são necessários para o Brasil”.

SOBRE ELE PRÓPRIO

                Questionado se poderia assumir algum cargo na esfera federal, Mariani desconversa. Diz que Temer, num eventual governo, deverá escolher “os melhores”. Mas reafirma o grande carinho e admiração que tem pelo vice-presidente.

PRA ENCERRAR

“O maior problema da Dilma é que ela não gosta de política. Ela não conversa com ninguém e política é pra quem gosta de conversar”. Mauro Mariani.



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