Seara completa três meses sem óbitos

Preocupação é com o aumento exponencial de casos

Casos positivados seguem em ascenção na Central Covid

A vacinação contra a Covid-19 reduziu sensivelmente a gravidade da infecção nos pacientes acometidos pela doença. Seara, por exemplo, registrou o último óbito em decorrência de complicações pelo novo coronavírus há cerca de três meses, no dia 31 de outubro do ano passado.

O volume de internações também reduziu. No entanto, o contágio pela variante Ômicron tem aumentado dia após dia e em larga escala. Especialistas dizem que a Ômicron é menos letal que a variante Delta, porém a transmissão do vírus é bem maior. A gerente municipal da Saúde de Seara, Luciana Maier Gagiola, esclarece que, apesar de supostamente menos agressiva, o cenário volta a ser de preocupação. "Aumentou muito o número de pessoas positivadas em Seara e a região da Amauc deu um salto elevado. Por não complicar tanto a saúde dos infectados, as pessoas estão se descuidando. Estamos enfrentando dificuldades, tendo que buscar pacientes que deveriam estar isolados e estão viajando, em acampamentos, passeios em família ou confraternizações. Não estão levando a sério".

Luciana explica que, enquanto a Delta contaminava quatro pessoas em média, a Ômicron infecta entre nove e 14 pessoas por caso positivado. "Temos um prospecto de que isso vai subir muito mais". Outro detalhe que está contribuindo para a piora do cenário, segundo a gerente de Saúde, é que as regras básicas não estão sendo cumpridas. "O uso de máscara, distanciamento, isolamento dos contaminados não estão sendo respeitados. Toda segunda-feira a Central Covid bomba de gente com sintomas. Aí correm apavoradas porque testam positivo, mas não estão fazendo a sua parte".

Alerta que "logo as estruturas de saúde não darão conta. Falo isso não só por Seara, mas toda região. Vamos atender dentro dos nossos limites. Estamos preocupados, porque cada um caso infecta a família toda". O número de internações em UTI está se elevando. "Há crianças infectadas e internadas com complicações, principalmente de 12 anos para baixo, porque ainda não se vacinaram. Estamos imunizando, mas há pais receosos. E tem adultos que ainda não fizeram a primeira e segunda doses e até quem assinou um termo que não fará a vacina. Por outro lado, as pessoas com o esquema vacinal em dia acreditam estar livres. É um engano. A vacina não faz cobertura total de nenhuma das doenças. Portanto, os cuidados prevalecem. O importante é que, quem está com esquema completo, tem uma resposta imunológica melhor contra a doença, mesmo que contraia o vírus".

Há eventos agendados onde a aglomeração de pessoas será inevitável, fato que aumenta a apreensão do setor. "Orientamos os promotores para que respeitem rigorosamente os protocolos de segurança ou o evento não vai acontecer. Na nossa opinião enquanto parecer técnico, algumas promoções deveriam ser canceladas, porém não temos uma norma estadual, municipal ou em nível de Amauc que proíba a realização. Então, estamos de mãos amarradas. Mas alertamos que onde ocorrer problemas, o promotor do evento será responsabilizado".

Atualização

Seara tem hoje 279 casos ativos de coronavírus e uma pessoa internada. É o maior número de infecções desde o início da pandemia. Há nove casos suspeitos e 288 pessoas em monitoramento. O município contabiliza até o momento 3.788 casos confirmados e 40 óbitos. Para se ter uma ideia do aumento nos positivados, no final de dezembro a região tinha apenas 11 casos ativos.






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