Seara entre os dez maiores exportadores

Vendas do município ao exterior, exclusivamente feitas pela JBS, apresentaram um crescimento de 23% no primeiro trimestre de 2021 se comparadas ao mesmo período do ano passado

Porto de Itajaí é o caminho para distribuição dos produtos catarinenses para o exterior

As exportações da Seara aumentaram 23% no primeiro trimestre de 2021 na comparação ao mesmo período de 2020. Conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, nos primeiros três meses deste ano o município movimentou o equivalente a U$ 33,1 milhões, enquanto de janeiro a março do ano anterior o saldo era de U$ 26,9 milhões, um aumento de U$ 6,2 milhões.
Seara representa 1,4% das exportações de Santa Catarina e saltou da 16ª para a 9º posição no ranking das exportações catarinenses. No país, ocupa a posição de número 256.
As carnes suínas, frescas, refrigeradas ou congeladas lideram as vendas ao exterior da unidade local da Seara Alimentos/JBS. Nos três primeiros meses de 2021 as exportações de carne suína movimentaram U$ 28,6 milhões e correspondem a 86% do total comercializado. É um crescimento significativo em relação aos três primeiros meses de 2020, quando as exportações da proteína equivaliam a 67%. Em seguida aparecem as carnes e miudezas de frango, com U$ 2,65 milhões e 8% do total respectivamente. Os enchidos, produtos semelhantes de carnes e miudezas comestíveis responderam por U$ 1,49 milhão.
Os principais destinos dos produtos da Seara Alimentos são Chile (62,2% do montante exportado), Filipinas (6,8%), Argentina (6,7%), China (4,7%) e Japão (4,5%).
No mesmo período do ano passado o Chile também liderava as compras das carnes brasileiras, mas com um percentual de 33,6%. Em seguida apareciam Japão (14,3%), Vietnã (10,2%), Coreia do Sul (9,2%) e China (7,4%), o que demonstra algumas mudanças nos países parceiros.
As importações da JBS também aumentaram. De janeiro a março de 2020 haviam sido adquiridos U$ 43,350 mil em produtos do exterior. Neste ano o valor subiu para U$ 1,27 milhão. Os negócios acontecem principalmente com os Países Baixos - Holanda, Bélgica e China.
Em Itá, que tem como principal exportadora a Gelnex, as vendas ao exterior diminuíram 13,3%. Enquanto de janeiro a março de 2020 a empresa movimentou U$ 33,5 milhões, neste ano reduziu este valor para U$ 29 milhões. Isso representa 1,2% do total estadual. A cidade aparece como 13ª maior exportadora no ranking de Santa Catarina e como 283º no país.
A gelatina e seus derivados continuam liderando as vendas da Gelnex, com 89% do total. Os principais destinos dos produtos itaenses são Estados Unidos (39% do montante exportado), México (15%), Países Baixos - Holanda (12%), Rússia (12%) e Peru (5,4%).

Aumento

De acordo com os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, nos primeiros três meses deste ano a Gelnex importou U$ 356 mil em produtos, tais como centrifugadores, aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gases; miudezas comestíveis de animais; e bombas para líquidos; entre outros. No mesmo período do ano passado o valor foi de U$ 13,5 mil.



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