“A Gata do Crime”

Jovem natural de Iporã do Oeste é presa por assalto a supermercado no interior paulista

GLOBO REGIONAL

 REGIÃO - Desde que foi detida no último dia 30 de dezembro, suspeita de assalto a um supermercado no interior paulista, Marinês Schultz de 18 anos, recebeu apelido de “gata do crime”, e seu caso ficou conhecido em todo o Brasil. A história de Marinês, que saiu da comunidade de Linha Enganador, interior Iporã do Oeste, e se envolveu no mundo do crime, teve destaque no programa Fantástico da Rede Globo, no Jornal o Globo, no Programa Brasil Urgente da Rede Bandeirantes e no jornal Diário Catarinense.

Entenda o caso

Muita gente acredita que beleza demais atrapalha. E a estudante Marinês Schultz, de 18 anos, confirmou isso na própria pele. Olhos verdes, 1m70, rosto de boneca e corpo de manequim, Marinês, na opinião de muitos marmanjos, é aquele tipo de garota que se olha uma vez e nunca mais se esquece. Por causa disso, entrou numa "gelada" e arrastou com ela Luciano Vieira Santos, de 35 anos, e a namorada dele, de 17. Os três foram presos por roubo. Apelidada por policiais de "Gata do Crime", Marinês nasceu em Iporã do Oeste. Há pouco mais de seis meses, mudou-se para o Jardim Tremembé, na Zona Norte da capital. Em princípio, sua intenção era cursar uma tradicional faculdade de direito paulistana e formar-se delegada de polícia. Mas a amizade com Luciano e a adolescente a fez mudar os planos. Abandonou a lei e passou para o lado do crime. No início, Marinês aceitou o convite dos amigos para assaltar apenas para "sentir fortes emoções", como contou a guardas municipais de Campo Limpo Paulista (a 56 quilômetros da capital) que a detiveram. Porém, ao perceber que deu certo da primeira vez, fez a segunda, a terceira e não parou mais.Amigos de Marinês estão chocados com a prisão. Segundo dizem, ela não precisava roubar porque sempre teve tudo. A mãe envia, todos os meses, mesada de R$ 2 mil. A meteórica carreira criminosa da moça foi interrompida no final do ano passado, quando envolveu-se, junto com os amigos, no roubo a um táxi, no município vizinho de Francisco Morato, e, horas depois, no assalto ao Supermercado Bahia, no subdistrito de Botujurú, em Campo Limpo Paulista."Os três pegaram o táxi para chegar à cidade. No caminho, obrigaram o motorista a descer e fugiram com o carro", conta o guarda-civil De Paulo. No supermercado, diz ele, o grupo logo chamou atenção porque estava enchendo o carrinho só com produtos de beleza. A mercadoria passou pelo caixa e foi empacotada. Porém, na hora de pagar a compra, Luciano pegou a arma da bolsa da adolescente, apontou para a funcionária e anunciou o roubo. Tudo foi gravado pelo circuito interno de tevê e as imagens, distribuídas à polícia. Os guardas municipais, que já tinham assistido ao vídeo, viram quando a mulher passou em frente à sede da corporação. Eles fizeram um cerco e prenderam a jovem. Os demais suspeitos do assalto também foram reconhecidos e encaminhados para a delegacia.

 

Mãe da adolescente contesta imprensa paulista

Maria Lurdes Schultz de 54 anos, mãe da adolescente, diz que não sabe o que aconteceu, mas acredita que o caso de sua filha teve tanta repercussão pela beleza que ela tem.  Maria Lurdes é viúva, trabalha na agricultura e mora em uma casa simples.Ela nega que a filha recebia mesada de 2 mil reais como divulgado na imprensa. Marinês continua presa em Jundiaí, São Paulo, e sua defesa está sendo feita por um advogado paulista. A mãe procurou a promotoria de Mondaí em busca de auxílio para trazer a filha de volta.

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