Balneário Piçarras pode ser base do projeto piloto de naufrágio controlado

“Balneário Piçarras tem tudo para ser a cidade sede do projeto piloto. O prefeito Tiago Baltt (MDB) tem essa vontade e o litoral piçarrense tem as condições ideais para isso”, adiantou deputado estadual

FELIPE FRANCO, JORNALISTA
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Foto: Felipe Franco
“Balneário Piçarras tem tudo para ser a cidade sede do projeto piloto"

O presidente da Comissão de Turismo e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o deputado Ivan Naatz (PL), adiantou que Balneário Piçarras pode ser base do projeto piloto de naufrágio controlado. Nas próximas semanas, a Comissão deve realizar uma visita técnica na região da Ilha Feia, local pré-escolhido para ser incluso na rota do projeto que tem por objetivo de incentivar o turismo de mergulho e da pesca esportiva no litoral catarinense.

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“Balneário Piçarras tem tudo para ser a cidade sede do projeto piloto. O prefeito Tiago Baltt (MDB) tem essa vontade e o litoral piçarrense tem as condições ideais para isso. Na região da Ilha Feia, por exemplo, o mar é límpido e o fundo cascalhado, ideal para o desenvolvimento do projeto piloto”, adiantou o deputado. O projeto será executado pela Agência de Desenvolvimento de Santa Catarina, a Santur, junto do Ministério do Turismo.

Além da visita técnica à cidade, que tem como foco principal incluir oficialmente a cidade dentro do projeto, a Comissão também vai realizar uma audiência pública virtual para debater o naufrágio controlado. A data para discussão sobre o assunto ainda não está definida. “É importante que mostremos a importância econômica deste projeto turístico, que vai enaltecer umas das principais potencialidades do litoral catarinenses”, reforçou Naatz.

Estima-se que serão necessários cerca de R$ 500 mil para aplicar o projeto somente em Balneário Piçarras. Por completo, em outros cinco pontos do litoral catarinense, já pré-definidos pelo Estado, a receita de investimentos ficará na ordem de R$ 4 milhões.

Ele consiste em naufragar embarcações, que não têm mais condições de navegação, ao longo de cidades da costa catarinense. No fundo do mar, as estruturas naufragadas acabam virando atrativos para mergulhadores, além de contribuírem para a biodiversidade, com formação de recifes artificiais. Além disso, o deputado e presidente da Comissão frisou que cria-se uma cadeia econômica ao redor da projeto.

Outros estados também têm utilizado essa proposta para estimular o turismo. Em novembro, em Salvador (BA), houve o afundamento do rebocador Vega e do ferry boat Agenor Gordilho, que fez o trajeto entre a capital baiana e Itaparica durante 45 anos, até o final de 2017. As embarcações foram colocadas a 28m de profundidade.







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