Plano de Manejo do Parque Natural de Balneário Piçarras segue em elaboração

O contrato com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) – que realiza os estudos do Plano – foi prorrogado até 31 de março, permitindo a continuidade dos trabalhos; previsão de entrega foi postergada

FELIPE FRANCO, JORNALISTA
Parque.jpg
Foto: FELIPE FRANCO, JORNAL DO COMÉRCIO
A presidente afirma que “não tem data específica” para o Plano de Manejo ser apresentado, ato que deve ocorrer até dia 31 de março

Previsto para ser entregue no mês de dezembro passado, o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Rio Piçarras passa por ajustes finais antes de ser apresentado à comunidade piçarrense, em audiência pública. O contrato com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) – que realiza os estudos – foi prorrogado até 31 de março, permitindo a continuidade dos trabalhos para formatação do principal espaço de preservação ambiental da cidade.

De acordo com a presidente do Instituto do Meio Ambiente de Balneário Piçarras (IMP) Rosemari Bona, o atraso na entrega do documento se deu “devido as oficinas realizadas com o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) e comunidade, e as complementações e alterações dos produtos entregues, solicitadas pela Comissão Técnica, composta pelos servidores efetivos do IMP”.

A presidente afirma que “não tem data específica” para o Plano de Manejo ser apresentado, ato que deve ocorrer até dia 31 de março. “Dependerá da análise e aprovação pela Comissão Técnica do IMP. Atualmente está sob análise da Comissão os Capítulos 2 (diagnóstico ambiental) e 3 (planejamento da unidade de conservação)”, detalhou ela. “O Plano de Manejo do parque é como o zoneamento de uma cidade. Com ele, sabemos quais a existência das espécies e o que podemos fazer”, acrescentou.

Assim que o documento for finalizado, “será feita uma Audiência Pública para apresentação do Parque, depois será realizada a implantação do Parque de fato, iniciando pela abertura da via de entrada e Portal. Após serão abertas as trilhas para acesso aos visitantes”, adiantou Rosemari. O IMP buscará aporte na iniciativa privada para uma série destas ações.

Algumas ideias já foram postas no papel, como por exemplo, a criação de três quilômetros de trilhas ecológicas. O IMP já batizou as cinco trilhas que percorrerão os 747 mil metros quadrados do Parque: Ipê Amarelo, Jerivá, Mangue, Mirante e Olandim. A proposta vai além: incluir os trajetos naturais na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso. Vamos criar um bom parque para que os munícipes possam usufruir”, assegura a presidente do IMP.

Outras também foram debatidas, como a criação de um Mirante 360 graus (com vista para o mar e região rural), horto florestal, decks e trapiches ao longo dos 4,2 quilômetros de rio que cercam o parque. O Plano de Manejo contribuirá para a definição de utilização e o zoneamento desta Unidade de Conservação.

Em agosto de 2020, o IMP recebeu da Superintendência de Patrimônio da União em Santa Catarina (SPU) a cessão de uso gratuito da área e tem prazo de 3 anos para que o projeto seja idealizado e o parque esteja efetivamente criado. Esse prazo foi estipulado pela SPU. O processo de criação do parque teve início em 2019 e resultou na outorga ao município pelo prazo de 20 anos - com possibilidade de prorrogação.

O acesso principal para o parque será pela Rua 5591 (Capivara), atrás do Museu Oceanográfico Univali, no bairro Santo Antônio, porém ainda não é possível chegar até o local. A ideia de criação do Parque surgiu em 2017, quando se iniciou os estudos no local pelo doutor em Biologia Vegetal, Ademir Reis, contratado pela, ainda então, Fundema.

 








14322344777940.png

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina e Jornal do Comércio