Seu Antônio lança exposição "80 anos de Amor à Arte”

Antônio não possui uma linha artística única. Seus trabalhos são criados a partir de suas vivências diárias, da sua troca de experiências e da forma como observa o mundo

FELIPE FRANCO, JORNALISTA
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Foto: GIRO URBANO
Nascido em 19 de janeiro de 1942, no bairro Corveta, em Araquari, Seu Antônio foi cedo para o “batente”.

O artista piçarrense, Antônio da Costa Filho acaba de lançar uma nova exposição no Centro Cultural Luiz Telles. Até o próximo dia 11, a "80 anos de Amor à Arte - Antônio da Costa Filho" estará disponível para visitação semanal, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30, com possibilidade de aquisição das peças.

Na abertura da exposição, dia 19, no mesmo dia de aniversário do artista, um vídeo com a sua trajetória foi apresentado – contando também com depoimentos de familiares. A Fundação de Cultura ainda entregou um certificado de reconhecimento a seu Antônio por ser um mestre artesão na comunidade local. A exposição tem o apoio da Câmara Setorial de Artes Visuais.

Antônio não possui uma linha artística única. Seus trabalhos são criados a partir de suas vivências diárias, da sua troca de experiências e da forma como observa o mundo. "A inspiração surge de acordo com aquilo que eu vivo. É nesse momento que eu imagino aquilo que vou desenhar, criar", explica.

Nascido em 19 de janeiro de 1942, no bairro Corveta, em Araquari, Seu Antônio foi cedo para o “batente”. Aos 12 anos, ainda menino, morando às margens da rodovia, ajudava a abastecer as garrafas de café dos trabalhadores que faziam a construção da BR-101 na década de 50. Entre um serviço o outro, sentado a beira da estrada, se distraía transformando o barro amarelo em cavalos, bois e outros animais.  A partir dali, nunca mais largou a paixão pelo barro e as artes de uma maneira geral

CURRÍCULO

Entre 1974 à 1979, já em Joinville, fez cursos na Escola de Artes da Casa da Cultura e Fundação Cultural, com Mario Avancini, que o incentivava. Em 1976, já realizava sua primeira participação no Salão de Novos em Joinville, despontando como um promissor talento nas artes da cultural Joinville

Até 1992, fez várias exposições individuais na Galeria Victor Kursancew e na Fundação Cultural Albano Schmidt. Estampou com sua arte guias dos bairros em Joinville em 1992 e 1993. Participou como artesão em feiras em toda a região e nas exposições apresentou todo o seu talento, variando entre as esculturas em barro, gesso, cimento e madeira, além das suas telas.

Já em Balneário Piçarras, aposentado, a arte o seguiu. Foi professor de várias turmas nas oficinas de marcenaria e escultura em argila no CIEF no contraturno escolar.  Na Fundação de Cultura, deu aulas nas modalidades de Ocupação de Espaço, tendo sempre foco voltado a fazer novos artistas. Sua paixão pela Apae também o fez oferecer diversos cursos aos alunos da instituição.

Em 2015, fez na Fundação de Cultura de Balneário Piçarras a Mostra “Barro como expressão da arte”. Até 2019, fez várias outras exposições de quadros e esculturas individuais e se integrou aos artistas da Câmara Setorial de Artes Visuais em várias exposições coletivas.  Em 2021, foi o artista que confeccionou o troféu da Primeira Roda de Viola de Balneário Piçarras . Ainda em 2021, integrou também com seus desenhos a Exposição Pop Art, organizada pela Câmara Setorial de Artes Visuais no Centro Cultural Luiz Telles.

 

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