Balneário Piçarras passa a barreira de 21 mil doses aplicadas

Desse total, 7.136 pessoas tomaram as duas doses, ou no caso da vacina Janssen, a dose única. Outras 14.621 piçarrenses já tomaram a primeira dose de imunizantes como CoronaVac, Astrazeneca ou Pfizer

FELIPE FRANCO, JORNALSTA
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“Algumas pessoas têm receio em tomar, não se sentem confortáveis ou são negacionistas"

Balneário Piçarras ultrapassou a casa de 21 mil doses aplicadas contra Covid-19 em sua população, chegando ao público saudável de pessoas a partir dos 23 anos.  Sete meses após o início da campanha de imunização contra a maior pandemia mundial, os números da Vigilância Epidemiológica do município, apesar de considerados positivos, revelam que ainda há certa relutância na procura pelo imunizante.

“Algumas pessoas têm receio em tomar, não se sentem confortáveis ou são negacionistas. Nos públicos de maior idade, em que a campanha de vacinação foi iniciada, já deveríamos ter alcançado os 100%”, opinou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Reckziegel. Entre as pessoas de 70 a mais de 90 anos, por exemplo, os cadastros municipais têm um público de 1.977, das quais 1.608 foram se vacinaram por completo: 81,33%.

“Estamos percebendo a mesma relutância do público de maior idade como foi na primeira campanha da H1N1, muito por medo infundado”, acrescentou a enfermeira. Nas unidades básicas de saúde, local onde são aplicadas as doses dos imunizantes, é comum observar idosos procurando pela primeira dose da vacina – ou mesmo regressando para a segunda aplicação em período acima do prescrito no comprovante simbólico.

Apesar disso, os números locais são positivos, na avaliação do setor de epidemiologia. Até a noite de quarta-feira, 18, a cidade acumulava um total de 21.757 doses aplicadas. Desse total, 7.136 pessoas tomaram as duas doses, ou no caso da vacina Janssen, a dose única. Outras 14.621 piçarrenses já tomaram a primeira dose de imunizantes como CoronaVac, Astrazeneca ou Pfizer. Ou seja, 7.485 pacientes ainda devem tomar a segunda dose. Neste mesmo período, a cidade já havia recebido 24.610 doses.

“Desse total, há um grande número já garantido para a segunda dose. A campanha deve avançar de forma organiza e respeitando o tempo entre as doses”, explicou Alessandra. No último dia 19, a cidade deu início a vacinação de pessoas a partir dos 23 anos sem comorbidades – além de manter a aplicação aos demais públicos já contemplados pelo Plano de Imunização.

ESCOLHA DE VACINAS

Ao longo da campanha, as enfermeiras vacinadoras têm constatado a recusa de alguns pacientes para a aplicação do imunizante CoronaVac, do Instituto Butantã. A alegação seria de que países da Europa não permitem o ingresso de brasileiros vacinados com ele. A recusa é refutada pelo setor. “Nós aplicamos o imunizante que recebemos. Não há como fazer uma escolha individual, principalmente no momento do ato vacinal”, pontua Alessandra.

Recentemente, países da Europa noticiaram suas normas para ingresso de estrangeiros. Elas oscilam entre nacionalidades. Algumas, caso do Reino Unido, inclusive exige o cumprimento de quarentena. Atualmente, a cidade tem em maior número doses de Astrazeneca ou Pfizer – que inclusive são enviadas pelo Ministério da Saúde, através do Governo do Estado, sem aviso prévio.

CERTIFICADO NACIONAL DE VACINAÇÃO COVID-19

Ao concluir o ciclo de imunização, o Certificado Nacional de Vacinação COVID-19 pode ser emitido através do celular, pelo aplicativo ‘Conecte SUS Cidadão’. Nele o Ministério da Saúde disponibiliza a possibilidade de o cidadão visualizar, salvar e imprimir o seu certificado – exigido em viagens.

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