Idosos acima de 80 anos começam a tomar a 3ª dose, em Balneário Piçarras

“Será uma vacinação heteróloga na terceira dose, o que significa que a vacina usada será sempre diferente das doses anteriores. Serve para elevar a imunologia do corpo contra o coronavírus”

FELIPE FRANCO, JORNALSTA
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Pela base de dados do setor de Epidemiologia, há idosos entre 80 a 102 anos que serão vacinados com a 3ª dose

A Secretaria de Saúde de Balneário Piçarras iniciou a aplicação da 3ª dose da vacina contra Covid-19 em idosos acima de 80 anos. Um total de 404 idosos nesta faixa etária estão aptos a tomarem a chamada dose de reforço, que será de um imunizante diferente do recebido nas duas primeiras aplicações.

“Será uma vacinação heteróloga na terceira dose, o que significa que a vacina usada será sempre diferente das doses anteriores. Serve para elevar a imunologia do corpo contra o coronavírus”, detalhou a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica, Alessandra Reckziegel.

Na dose reforço deste grupo, preferencialmente, será utilizada a vacina da Pfizer – que apresentou menores efeitos colaterais. Segundo Alessandra, os primeiros idosos foram imunizados com CoronaVac, quando um total de 418 procuraram uma Unidade Básica de Saúde. Apenas catorze ainda não tomaram a segunda dose.

Pela base de dados do setor de Epidemiologia, há idosos entre 80 a 102 anos que serão vacinados com a 3ª dose. Até o momento, a cidade já vacinou 16.736 pessoas com a primeira dose e 9.314 finalizaram o ciclo das duas aplicações, feitas com imunizantes da CoronaVac, Astrazeneca e Pfizer.

De acordo com o Ministério da Saúde, deverão tomar a terceira dose idosos com mais de 70 anos que completaram o esquema vacinal há mais de seis meses e pessoas com baixa imunidade (os chamados imunossuprimidos) que tomaram a segunda dose há ao menos 28 dias.

Apesar de a faixa etária da campanha da vacinação piçarrense já permitir a aplicação em pessoas de 17 anos sem comorbidades e adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades, Alessandra que a procura nas Unidades ainda é variada. “Temos pessoas de 60, 50 anos - que deveriam já ter tomado a segunda dose - procurando pela primeira aplicação”, lamenta.

O rápido avanço etário na imunização não reflete a quantidade necessária de vacinas enviadas pelo Governo do Estado ao município. Por isso, a enfermeira recomenda que as pessoas façam contato telefônico com a Unidade Básica de Saúde do bairro para verificarem a disponibilidade, antes de se deslocarem até o local.






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