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Ovos de Páscoa

Ovos de Páscoa perdem espaço para outros tipos de chocolate

Pesquisa da Fecomércio mostra que quase 40% dos consumidores vão optar por barras ou caixas de chocolate

"Olha ali, um absurdo, dez reais um ovinho pequeno", observa a recepcionista Luara Vieira nos corredores de um supermercado no centro de Florianópolis. Ela estava pesquisando os preços das barras de chocolate, pois, com os altos preços dos ovos, prefere comprar o chocolate e confeccionar ovos de Páscoa caseiros para os três filhos.

"Vou fazer aqueles de suporte, de colher, porque não tem como. Todo ano eu faço isso, porque há uns três anos está muito caro", explica. Para produzir os ovos com brindes para os três filhos, ela gasta, em média, R$ 30. Nos corredores dos supermercados da capital catarinense, os ovos mais famosos e desejados pelas crianças custam, pelo menos, R$ 50.

Luara não é a única que está optando por outros tipos de chocolates para comemorar a Páscoa. Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio/SC), que mede a intenção de compras dos consumidores catarinenses em 2022, revelou que os ovos industrializados estão perdendo espaço nas gôndolas.

O levantamento mostrou que 38,4% dos consumidores comprarão outros tipos de chocolates, como barras e caixas de bombons, enquanto os ovos respondem por 29% da procura neste ano. A demanda por ovos artesanais também caiu de 37,3% para 26%, de acordo com a pesquisa.

A pesquisa da Fecomércio revelou, ainda, que os consumidores pretendem desembolsar até R$ 174,39 nas compras de páscoa em 2022, uma alta de 35,8% em relação ao ano passado. Apesar do avanço, o valor em termos reais está abaixo do nível pré-pandemia. Em 2019, a intenção de compras era de R$ 190,41, e em 2018 de R$ 197,51.

Expectativa do comércio

O assessor institucional da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC), João Carlos Dela Roca, pontua os principais motivos para o aumento nos preços dos ovos observados pelos consumidores. "O preço está alto, muito pela alta da inflação, que vem corroendo o poder de compra do assalariado e do aumento de alguns insumos, como o açúcar e o cacau."

Mesmo com o aumento nos preços, o comércio está otimista com as vendas na Páscoa. Levantamento realizado pela FCDL/SC aponta que 63,1% dos entrevistados acreditam que as vendas para a data neste ano serão superiores às registradas em 2021. Outros 26,1% avaliam que deve ser igual. Mesmo assim, a maioria acredita que o crescimento deve ser pequeno, na ordem de 3%. A Federação destaca que os conflitos no leste europeu também contribuem para o aumento da inflação e, consequentemente, do preço dos ovos.


Fernanda Kleinebing | Agência Adjori/SC de Jornalismo

Foto: Fernanda Kleinebing | Agência Adjori/SC de Jornalismo

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