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Bondeconomia - Edição 598 - 20/07/17

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Foto: PEDRO NAKANO

FEDERAÇÕES EMPRESARIAIS DEFINEM OBRAS E AÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DE SC

O setor produtivo de SC definiu o que considera medidas de curto e médio prazo para dar base ao desenvolvimento do Estado nos próximos dez anos na reunião do Conselho das Federações Empresariais (Cofem) com o Fórum Parlamentar Catarinense, em Brasília. “Precisamos nos desvencilhar das amarras para crescer. É essa pauta comum que nos une e é muito importante ter esse contato permanente com as federações empresariais”, disse o coordenador do Fórum, deputado João Paulo Kleinubing, que conseguiu levar 12 dos 19 parlamentares da bancada catarinense, mesmo com toda a convulsão que é a tônica do Congresso nesses dias. “A aprovação da reforma trabalhista é um avanço importante. Mas na questão de infraestrutura mostramos que do orçamento da União para SC, neste ano, por exemplo, só foi liberado o montante equivalente a 20% do que estava previsto”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias, Glauco José Côrte, um dos líderes do Cofem que representavam também o comércio, agricultura, transportes, associações empresariais municipais, micro e pequenas empresas e os dirigentes lojistas. No documento apresentador aos parlamentares, o setor produtivo definiu como prioridade:
- Aprovação das reformas trabalhista e previdenciária. 
- Revogação da desoneração da folha de pagamento e aprovação do Programa Especial de Regularização Tributária, que permite o parcelamento de débitos fiscais junto à Receita Federal e à Fazenda Nacional. 
- Rejeição de qualquer inclusão de dispositivos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2018 que retirem recursos do Sistema S.
- Regulamentação da economia: rejeição da tabela do frete mínimo e da padronização do tamanho das peças do vestuário sem que os setores sejam ouvidos. 
- Aprovação do Marco regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas, que detalha as exigências para que o serviço seja exercido por transportadores autônomos, cooperativas, empresas de pequeno porte e transportadores autônomos de cargas.
- Energia: o Cofem pede apoio junto ao Ministério de Minas e Energia para modernizar a eletrificação rural e promover a alteração da atual rede elétrica monofásica para a rede trifásica. 
- Garantia de recursos para conclusão de obras, especialmente as rodoviárias. No período de 2006 a 2017, foram previstos no Orçamento Geral da União R$ 13,4 bilhões para estradas em SC. Apenas R$ 6,1 bilhões foram pagos, com apenas de 45,9% da previsão. Recursos para duplicação das BRs 280 (Norte) e 470 (Vale do Itajaí).
- Novas concessões de rodovias: na BR-101, para manutenção da estrada, pois os trechos entregues já demandam restauração; a BR 163, em Cascavel, até o entroncamento da BR 282 em São Miguel do Oeste; e a BR-282, no trecho entre Florianópolis e Lages.
- Portos: Criar condições físicas (berços, retro áreas, bacias de evolução e calado) e operacionais para atender navios com 366 metros de comprimento, 52 metros de boca e 15,5 metros de calado operacional, com ênfase na 2ª etapa da ampliação da Bacia de Evolução do Rio Itajaí e o canal de acesso à Baía da Babitonga. 
- Aeroportos: transferir a exploração para o setor privado, a exemplo do Hercílio Luz, de Florianópolis.


SCHURMANN
Famosa por velejar ao redor do mundo, a família Schurmann empreende agora uma nova aventura em parceria com a Samsung: a websérie Conexão Schurmann, estrelada por Paloma Bernardi, Carolina Oliveira, Carol Caputo e Rhaisa Batista. Dirigida pelo cineasta David Schurmann (do filme Pequeno Segredo), a série tem dez episódios, que mostram celebridades e formadores de opinião vivendo a bordo do veleiro Kat. O primeiro episódio já está no Youtube. A segunda temporada está prevista para ser gravada no final do ano na Patagônia. 


VELEIRO KAT
Casa oficial da família Schurmann, o veleiro Kat (foto) percorreu mais de 30 países em 812 dias de alto mar, de setembro de 2014 até dezembro do ano passado, na Expedição Oriente. Como bons catarinenses, os Schurmann carregam o empreendedorismo no DNA e fizeram da aventura uma empresa, do planejamento ao pós-venda. Para a Expedição Oriente foram cinco anos de preparativos e, assim como nas circunavegações anteriores, a parceria com a WEG foi fundamental. A multinacional de Jaraguá do Sul forneceu seus produtos voltados ao segmento náutico, inclusive as tintas especiais para pintura e proteção do Kat, como relata o pai dos Schurmann, Vilfredo: “Ainda na construção da embarcação, os técnicos da WEG fizeram uma análise para saber quais seriam as tintas mais apropriadas. Navegamos ao redor do mundo por dois anos e três meses. Passamos por locais com temperaturas extremas, como a Antártica, Ilha de Bornéu e linha do Equador. Depois de enfrentarmos temperaturas que variaram entre 15 graus abaixo de zero e de mais de 40 graus, a pintura do Kat continua em perfeitas condições”.


Saborense
O espírito cooperativo que marca a economia catarinense acaba de produzir mais um sucesso, que certamente vai ganhar espaço com o boicote aos produtos da JBS. A Associação das Agroindústrias Alimentícias de SC, dona da marca Saborense, comemorou um ano do novo negócio em Chapecó. Desenvolvida com o apoio do Sebrae/SC e do Instituto Nacional de Carne Suína, a associação reuniu pequenos frigoríficos do Oeste, que juntos faturam mais de R$ 80 milhões/ano. São mais de 450 empregos diretos e produção de 1,5 mil tonadas por mês.  A Associação funciona como uma central de negócios, que estimula o crescimento cooperado dos associados – que abatem suínos, bovinos e ovinos. Depois desse primeiro ano de estruturação, a marca entra no mercado para valer. 


NUGALI
E mais uma empresa genuinamente catarinense se destaca no exterior: a Nugali Chocolates conquistou a medalha de prata com seu mais novo produto, Cacau em Flor com Cupuaçu (foto), no International Chocolate Awards, principal competição mundial de chocolates de alta qualidade. A prata veio na categoria Chocolates Amargos com Sabores, entre mais de 650 competidores.  Com esse desempenho, entrou nas finais mundiais que serão realizadas no final do ano. Nascida em Pomerode, a Nugali foi pioneira no Brasil na produção de chocolates com altos teores de cacau. Outra marca registrada é o uso de ingredientes tipicamente nacionais, como banana, castanha-do-pará e açaí. 

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