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Bondeconomia - Edição 599 - 27/07/17

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EMBRATUR CORRE RISCO DE PARALISIA QUANDO O TURISMO PODE SER UMA SAÍDA DA CRISE 
Ao mesmo tempo em que a CNN fez uma reportagem dizendo que o Brasil tem “o povo mais legal do mundo” e recomenda o país aos turistas ao redor do planeta, e que a famosa revista internacional de turismo Condé Nast Traveler destacou que “o Brasil é o país mais lindo do mundo”, o presidente da Embratur, o catarinense Vinicius Lummertz, concedeu uma entrevista ao Valor Econômico informando que a autarquia pode ficar sem dinheiro para fazer promoções no exterior e corre o risco de paralisia total de suas campanhas a partir de agosto. A notícia cai como uma bomba no colo do trade turístico catarinense, que tem no presidente da Embratur um líder na luta para ampliação dos investimentos no setor e na divulgação de SC como polo de turismo. “Só conseguiremos manter as despesas de custeio, sem mais nada a partir de agosto”, informou Lummertz ao repórter Daniel Rittner. Da dotação de R$ 86 milhões para este ano, a Embratur ficou com apenas R$ 31 milhões por conta dos corte de despesas no governo federal. Para se ter uma ideia, a Colômbia investe R$ 330 milhões e o Equador R$ 240 milhões por ano em promoção turística no exterior. Para reverter essa situação a curto prazo, o presidente da Embratur está confiante na “sensibilidade” do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Mas para que o Brasil possa ter uma permanente visibilidade internacional – e atingir a meta de elevar até 2022 os atuais 6,6 milhões de turistas estrangeiros para 12 milhões e trazer U$ 19 bilhões sobre os atuais U$ 6,8 bilhões – é preciso que o Congresso aprove o projeto de lei que transforma a Embratur de autarquia em agência. Com isso, o órgão poderá receber, por exemplo, R$ 100 milhões por ano das loterias e celebrar parcerias com agentes da iniciativa privada. “Está nas mãos dos parlamentares a decisão de mudar radicalmente os rumos de um dos mais promissores segmentos da economia do país, que movimenta 52 setores da cadeia produtiva, garante de 10% de empregos diretos e indiretos e que gera riquezas que representam mais de 8% PIB nacional”, diz Vinicius Lummertz.


MAIOR EVENTO DE E-COMMERCE

Estado que tem a maior taxa de conversão (consumidores que entram na internet e efetivam compras), SC realiza no dia 12 de setembro, no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau, seu maior evento anual de e-commerce, o comércio eletrônico. “É o Digitalize-Me, cujo objetivo é educar as empresas sobre as melhores práticas de gestão e implantação das vendas online no atacado e varejo”, informa o presidente do capítulo catarinense da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm/SC), Cristiano Choussard. Entre os palestrantes e painelistas estão a escritora e consultora em marketing digital Martha Gabriel, o diretor de marketplace do Magazine Luiza, Carlos Alves, o CEO do Peixe Urbano, Alex Tabor, a consultora Camila Renaux e Ronald Heinrichs, do Meu Móvel de Madeira. Levantamento do primeiro semestre deste ano do Atlas E-Commerce Radar mostra que 53 milhões de brasileiros compram pela internet. O número de consumidores via smartphones cresceu de 22% para 31% desde 2016 e as mulheres continuam comprando mais do que os homens (50,1%). A taxa de conversão brasileira caiu de 1,6% para 1,3%, com SC liderando o ranking nacional ao lado do Rio de Janeiro, com 1,8%.


Dinheiro App

Nosso correspondente na Ásia, Lincoln Fracari, da China Trade Link, traz duas notícias curiosas das terras de Mao Tsé-Tung. A primeira é de que a China deverá ser o primeiro país do mundo a não usar mais dinheiro físico em cinco anos nas grandes cidades e em 13 anos nas menores. “Moro em Shenzhen e todos os dias vejo a cena dos chineses em barraquinhas comprando o café da manhã, um maço de cigarros ou alugando uma bicicleta e pagando com seus smartphones”, conta Lincoln.  Essa mudança brusca na dinâmica de pagamentos na China é consequência do aumento de 31% no PIB per capita e de 30% na taxa de uso da internet, chegando a 50 em cada 100 chineses. Dos 1,35 bilhões de habitantes, 710 milhões têm acesso à internet e os smartphones são relativamente baratos – cerca de R$ 500 um aparelho de ponta. Mas o que mais surpreende é que a China não passou pela fase de pagamentos em massa via cartão de crédito ou débito e avançou direto para os pagamentos via aplicativos. A outra notícia que vem do Lincoln já está dando o que falar aqui no Brasil e até em SC: é que prosperam na China as chamadas ‘fazendas de cliques’, empresas cujo serviço oferecido é o engajamento nas redes sociais. Muitas empresas e também políticos têm buscado esse serviço para aumentar a sua popularidade por meio de ‘likes’ e avaliações em massa, que dão evidência às suas páginas em menos tempo e com baixo custo. As ‘fazendas’ têm estrutura padrão: milhares de smartphones conectados por cabos a alguns computadores, dos quais funcionários controlam os celulares. Então, muito cuidado com os “campeões de audiência” nas redes sociais: eles podem ser apenas fruto de uma fazenda de cliques chinesa. 


ARROZ

O Banco do Brasil anuncia medidas de apoio aos produtores de arroz de SC, para que eles possam fazer a comercialização em melhores condições de mercado. O banco vai estender para setembro e outubro o pagamento das parcelas de safra 2016/17 previstas para este e o próximo mês. Para aderir ao novo cronograma, os produtores devem apresentar documentação representativa do produto depositado em armazém antes do vencimento da primeira parcela da dívida. 


FALANDO NISSO
“A transformação da Embratur é fundamental. Não se trata de privatizar, como equivocadamente alguns têm colocado. A Embratur continua pública, vinculada ao Ministério do Turismo. Mas terá mais autonomia, mais recursos”
Vinicius Lummertz, presidente da Embratur, sobre o projeto de lei que transforma a atual autarquia em agência de promoção do Brasil no exterior 

 

FRANQUIAS

Joinville, Jaraguá do Sul, Balneário Camboriú, Tubarão, Criciúma e Chapecó são as cidades mapeadas pela escola de inglês para crianças e adolescentes Teddy Bear para ampliar sua rede de franquias em SC. Este é apenas um dos novos pacotes de negócios que surgem esta semana com a realização do Empreende Franquias, no Centrosul, em Florianópolis. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) indicam que a Região Sul responde por 17% das redes franqueadoras no Brasil, ficando atrás apenas da Região Sudeste, com uma fatia de 71% do total nacional. 


TEDDY BEAR

Fundada em 1990, em Florianópolis, a Teddy Bear abriu mais duas unidades na capital catarinense e ingressou no ramo de franchising em 2002. Hoje tem franqueadas em Curitiba, Blumenau e São Paulo. “Aliando o desejo de ter o próprio negócio e a independência financeira, o empreendedor tem a possibilidade de investir nesse negócio. Fazemos um acompanhamento pré e pós-inauguração, oferecendo estudo de viabilidade econômica, indicação de fornecedores, treinamento, consultoria, entre outros”, assinala o diretor da escola Tony de Franceschi.

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