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Aluno do Senai de PH é ouro em competição de educação profissional

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O estudante Gabriel Liberato Hoffmann, que cursa Manutenção de Aeronaves no Senai de Palhoça, conquistou a medalha de ouro nas seletivas estaduais para a WorldSkills Competition, o torneio internacional de educação profissional. Gabriel e outros três estudantes do Senai (Jonata da Silva, em design gráfico, de Florianópolis; Denilson Deon Voges, em eletrônica industrial, de São José; e Eduardo Mateus Hermann, em administração de sistemas de redes, de Blumenau) estão habilitados a integrar a delegação catarinense na etapa nacional, em 2018, que selecionará os competidores brasileiros para o mundial do ano seguinte, na Rússia. Eles participaram das provas realizadas na Grande Florianópolis. Outras provas estão sendo realizadas em Jaraguá do Sul, Chapecó e Joaçaba.
“Nem todos podem ser vencedores, mas o importante é competir”, destacou o vice-presidente da Fiesc para a Região Sudeste, Tito Alfredo Schmitt. No total, a fase estadual é disputada por 59 competidores, em 30 ocupações.
Todos os competidores são desafiados a desenvolver tarefas práticas, típicas de cada profissão. Além do conhecimento e das habilidades, eles têm que demonstrar o comportamento esperado do profissional do século 21, pela excelência do projeto ou produto final, pela capacidade de planejamento, bom aproveitamento de recursos e materiais e também por aspectos comportamentais, como o respeito às pessoas (demais competidores, avaliadores), ao meio ambiente, à legislação, etc.
Denilson, Jonata, Gabriel e Eduardo vão garantir a presença na etapa nacional se continuarem treinando a mantendo médias crescentes nas próximas provas de índice que realizarão. Eles querem seguir o exemplo dos cinco catarinenses que já estão classificados para a edição de outubro de 2017, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, incluindo mais um estudante de Palhoça, Rafael de Borba, também classificado em Manutenção de Aeronaves.
“É uma sensação muito boa ganhar essa medalha; é o resultado de um grande esforço”, revela Jonata da Silva, cuja rotina dos últimos meses envolvia quatro horas de treinamento todas as tardes de segunda a sexta e as aulas do curso técnico em jogos à noite. “Eu treinei muito nas quatro áreas [do design gráfico disputadas na Olimpíada do Conhecimento: promocional, design visual, diagramação editorial e embalagens”, explica, destacando que a preparação amplia as oportunidades de mercado. “Florianópolis tem muitas empresas neste setor, além disso, as provas e treinamentos simulam o ambiente profissional, com objetivos e metas”. Já para chegar à Rússia, ele entende que “o desafio é ainda maior”, o que vai exigir mais treinamento.
Com um grito e algumas lágrimas escorrendo, Denilson Deon Voges, também de 19 anos, vibrou, na tarde de quinta-feira (10), quando encerrou sua prova e viu o movimento do carrinho que ele construiu nos três dias de prova de eletrônica industrial. Estudante do curso técnico em Eletrônica do Senai em São José, ele reviu todos os conteúdos da formação na atividade, que consistiu na construção de um carrinho, incluindo toda a parte física e de software, trabalhando também com sensores, potência, eletrônica e programação. Denilson teve que demonstrar os conhecimentos e habilidades em diferentes tarefas, da programação dos componentes à aplicação de mais de 80 pontos de solda. Além disso, como parte da prova, o avaliador criava avarias para que o competidor as identificasse e consertasse.
“Eu estava confiante no meu aprendizado, sabia que tinha feito certo, mas sempre tem aquela ansiedade, aquela expectativa de que algo pudesse ter dado errado”, disse Denilson, que mora em Santo Amaro da Imperatriz, a 30 quilômetros da escola do Senai em São José. Quando a questão é se já dá para pensar no mundial, o estudante prefere colocar os pés no chão. “Um degrau de cada vez”, ensina.




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