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Editorial - Edição 598 - 20/07/17

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Não ao crack

Há uma chaga aberta em centenas de famílias palhocenses. Ao serem tocadas pelo mundo das drogas, perdem vidas... tempo... sorrisos... Os olhos de quem se lançou nesse mundo não brilham. A própria consciência de si muda e tudo leva, cada vez mais, para o fim. Filhos e pais não mais se reconhecem e tudo fica opaco.
Essa realidade vem à tona esta semana com o testemunho de palhocenses que vivem para o crack. Com a consciência embriagada, alguns não conseguem perceber o abismo que os separa da própria felicidade... da realidade. Constroem um mundo onde o objetivo é conseguir trocados para trocar por pedras e repetir esse ciclo sem sessar.
A cerca de dois quilômetros de uma das maiores cracolândias de Palhoça, alunos palhocenses faziam na semana passada um juramento. Diante de um ginásio lotado, durante a formatura do Proerd, eles se comprometeram a não seguir o caminho das drogas e da violência. Selavam ali, com convicção, uma etapa de aulas e esclarecimentos sobre esse submundo e quão doloridas podem ser as perdas para quem escolhe errado. As drogas têm entrado nas vidas dos jovens cada vez mais cedo. Por isso, tão importante são ações como essa da Polícia Militar.
"Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro.” A frase usada pelo cinema em “A Lista de Schindler” pode muito bem ilustrar a importância de trabalhos de prevenção às drogas como o Proerd. A esperança é que o futuro desses jovens palhocenses seja colorido, cheio de vida e realidade.

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