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Editorial - Edição 599 - 27/07/17

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Uma questão de bom senso

O relógio da sala marca 2h30. A criança de pouco mais de dois anos chora, irritada pelo barulho que não deixava ninguém dormir. A cena aconteceu há dois finais de semana, no bairro Aririú, mas poderia ser em qualquer comunidade de Palhoça. Pasmem: uma das ocorrências mais frequentes e que mais ocupam nosso limitado efetivo policial em Palhoça é: perturbação do sossego.
Vejam, queridos leitores, trata-se de uma questão de bom senso - da falta dele, no caso. Viver em comunidade é, necessariamente, saber que a minha liberdade só vai até onde começa a do outro. Esses limites e o respeito para com eles definem o sucesso ou insucesso de nossa sociedade.
O caso não é proibir a alegria ou a celebração. Viver também é festejar. Mas não será possível interagir socialmente em um local com som ambiente? Conversando em níveis de decibéis adequados?
No caso relatado no início desse editorial, o pai da criança tentou acionar a polícia durante boa parte da madrugada e ficou frustrado, porque o problema não foi resolvido. Uma pena que a solução para esses casos, pelo menos em curto prazo, esteja no âmbito policial, e não no educacional.

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