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Editorial - Edição 602 - 17/08/17

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O transporte e o público

Uma das cenas que marcam o ano de 2017 em Palhoça foi, sem dúvida, a do medo estampado no rosto de usuários do sistema público de transporte, quando foram surpreendidos com o rompimento de um ônibus articulado em pleno movimento. A cena rodou o mundo através de nossas redes sociais. A população se enraiveceu com a falta de estrutura e o excesso de riscos, mas, ao que se sabe, até agora, nada mudou.
Saindo do noticiário local e indo para o nacional: mais um escândalo tem exposto o nível repugnante de corrupção infiltrado no sistema político e no contrato com as empresas de transporte público do Rio de Janeiro. Lá, centenas de milhões de reais foram movimentados para autorizar manobras de reajuste de tarifas e concessão de subvenções. Nenhuma novidade: nós seguimos pagando o preço.
Falando em preço... Como é caro andar de ônibus em nossa região e como o produto entregue está aquém do que pagamos. Fala-se tanto em sustentabilidade e mobilidade. Como? Se não conseguimos oferecer aos usuários o mínimo de segurança e privacidade, já que nos horários de pico os cidadãos viram sardinha enlatada?!
Nesta semana mostramos dois movimentos no sentido de debater o problema. Uma audiência pública a se realizar em Palhoça no dia 24 quer traçar as rotas no setor. Em outro encontro, dessa vez com o chefe do Legislativo, representantes da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf) vieram debater a proposta de reestruturação do transporte público metropolitano. Vamos ser bem diretos: quais interesses nossos representantes vão honrar: da classe empresarial do transporte ou da população?

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